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    Polêmica nas redes sociais

    "Não respeito nem um pouco o movimento feminista", diz deputado após afirmar que assédio é direito 

    Jessé Lopes (PSL) criticou campanha do coletivo "Não é Não!" e causou polêmica nas redes sociais.

    13/01/2020 - 11h30 - Atualizada em: 13/01/2020 - 16h34

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    Por Juliana Gomes
    (Foto: Solon Soares/Agência AL)
    Deputado Jessé Lopes
    (Foto: )

    O deputado estadual de Santa Catarina Jessé Lopes (PSL) declarou na manhã desta segunda-feira (13) que não respeita o movimento feminista e que o assédio pode ser prevenido. As afirmações ocorrem em meio à polêmica deflagrada nas redes sociais após criticar no fim de semana a campanha que vai distribuir tatuagens temporárias para inibir o assédio durante o carnaval. Esta será a primeira vez que o coletivo feminista "Não é Não!" atuará em Florianópolis. Para Jessé, o assédio "massageia o ego".

    A CBN Diário não conseguiu contato com o coletivo "Não é Não!". Em entrevista a Mário Motta, o deputado classificou o movimento feminista como segregador.

    — Sou totalmente contra esses movimentos segregadores, feminista, LGBT e racial. Elas acham que assediar é elogiar, dar em cima, acho que de forma tendenciosa, porque o movimento feminista é contra a família patriarcal. Não respeito nem um pouco o movimento feminista — afirmou.

    Ouça a entrevista no Notícia na Manhã:

    O deputado afirmou no fim de semana que ser assediada é um "direito" da mulher, e que ações de combate são "inveja de mulheres frustradas por não serem assediadas nem em frente a uma construção civil". Nesta manhã, Jessé Lopes afirmou que o assédio precisa de prevenção.

    — Elas acham que assediar é tu fazer um elogio para a menina, paquerar, dar em cima. (...) O marginal não vai dar bola para o "Não", do adesivo, e sim para a postura que ela tiver, tipo estando com bons amigos ou namorado. Roupas chamam atenção, dependendo do lugar que tu tá. Tudo é questão de prevenção. Tudo isso vai prevenir que façam mal para a mulher — ponderou.

    Para Fanny Spna, do movimento feminista 8M, de Florianópolis, as declarações do deputado partem de uma ideia deturpada de luta de mulheres contra homens.

    — O movimento feminista luta para que homens e mulheres tenham direitos iguais, sejam respeitados independente do gênero. O assédio pode ser prevenido, na medida em que ensinamos desde cedo os meninos a respeitarem a mulher, o corpo da mulher e as meninas a se conhecerem, o que elas gostam. Acho preocupante as declarações do deputado num estado com elevados índices de feminicídios e estupros — declarou.

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