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"Não tem cabimento", diz Pacheco após Bolsonaro questionar eleições

Declarações do presidente da República que colocam sob suspeita o processo eleitoral brasileiro são falsas e os resultados de todas as eleições realizadas desde sua implementação são confiáveis, afirmam especialistas

28/04/2022 - 13h58

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Folhapress
Por Folhapress
Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco
Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco
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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta quinta-feira (28) não ter cabimento levantar dúvidas sobre o processo eleitoral no Brasil. Segundo ele, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está empenhado "em dar toda transparência" ao processo desde agora, inclusive com a participação do Senado.

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"As instituições e a sociedade podem ter convicção da normalidade do processo eleitoral. A Justiça Eleitoral é eficiente e as urnas eletrônicas confiáveis. Ainda assim, o TSE está empenhado em dar toda transparência ao processo desde agora, inclusive com a participação do Senado", escreveu Pacheco.

"Não tem cabimento levantar qualquer dúvida sobre as eleições no Brasil. O Congresso Nacional é o guardião da democracia!", acrescentou.

A declaração de Pacheco ocorre um dia depois de o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltar a colocar sob suspeita o sistema eletrônico de votação, durante ato no Salão Nobre do Palácio do Planalto, em Brasília. Ele repetiu que haveria uma "sala secreta" em que se centraliza a apuração dos votos -alegação rebatida pela corte eleitoral.

No evento, Bolsonaro propôs ainda que as Forças Armadas atuem no processo eleitoral fazendo uma espécie de dupla checagem da apuração feita pela corte competente.

As declarações do presidente que colocam sob suspeita o processo eleitoral brasileiro são falsas e os resultados de todas as eleições realizadas desde sua implementação são confiáveis, afirmam especialistas em segurança digital ouvidos pelo UOL.

Segundo eles, nenhum sistema é 100% seguro. No entanto, na prática, é extremamente improvável aplicar uma fraude em larga escala na votação com urnas eletrônicas, já que isso implicaria a violação de inúmeras máquinas espalhadas pelo país. Mesmo assim, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) leva em conta, em seus testes de segurança, situações que são de complexa execução

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