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Justiça 

Negado pedido de prisão domiciliar de acusado de matar Gabriella Custódio Silva, em Joinville  

Decisão foi comunicada na tarde desta quarta-feira 

08/04/2020 - 21h02

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Patrícia
Por Patrícia Della Justina
Gabriella tinha 21 anos quando foi morta com um disparo de arma de fogo em 23 de julho de 2019
Gabriella tinha 21 anos quando foi morta com um disparo de arma de fogo em 23 de julho de 2019
(Foto: )

O juiz Gustavo Henrique Aracheski, titular da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Joinville, negou o pedido feito pela defesa de Leonardo Natan Chaves Martins por prisão domiciliar. O comunicado à defesa foi feito no fim da tarde desta quarta-feira (8), um dia após o pedido ser protocolado. Leonardo é acusado de matar Gabriella Custódio Silva em julho de 2019.

Em sua decisão, o magistrado ponderou que o pedido foi negado porque não há notícia de eventual gravidade do quadro de hipertensão e, tampouco, de contágio de coronavírus no presídio.

Segundo a defesa de Leonardo, embora tenha o histórico da comorbidade, a defesa vai aguardar a realização de algumas providências solicitadas pelo juiz. Dentre elas, a avaliação médica para averiguar a atual situação de saúde do acusado. A reportagem não teve acesso aos documentos referentes ao processo emitidos nesta quarta-feira porque o caso corre em segredo de Justiça.

- Existe uma recomendação do Conselho Nacional de Justiça para que as pessoas de risco sejam preservadas. Como ele esta sob tutela do Estado, tudo o que acontecer com ele é responsabilidade do Estado – reforça Deise Kohler, uma das advogadas de defesa.

Segundo ela, se a situação da pandemia se agravar no país, a defesa irá reiterar o pedido.

- Não é uma questão de injustiça soltar o Leonardo neste momento. Não é falta de respeito para com a família da vítima. É um direito que ele tem, é um direcionamento da Justiça. Ele ainda não foi julgado e condenado. Há uma crucificação do rapaz antes de ele ter o direito de defesa dele – destacou.

O júri popular do acusado, que iria ser realizado no dia 24 de março, teve nova data definida. Será no dia 20 de maio, no Fórum de Joinville, às 9 horas. Conforme portaria do Tribunal de Justiça, os prazos estão suspensos até o dia 30 de abril. A partir desta data, a portaria pode ser reanalisada e os prazos novamente prorrogados, havendo a possibilidade de um novo adiamento na data da audiência em detrimento da pandemia.

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