O geólogo Cristiano José Fernandes Jourdan, neto de Emílio Carlos Jourdan, fundador de Jaraguá do Sul, morreu aos 82 anos nesse domingo (19), no Rio de Janeiro. Cristiano fazia parte de uma família diretamente ligada às origens e à construção histórica de Jaraguá do Sul. A morte ocorreu justamente na semana em que o município comemora 150 anos de fundação, celebrados no próximo sábado (25).

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A Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul emitiu uma nota de pesar sobre o ocorrido. “Neste momento de dor, o Poder Legislativo presta sua solidariedade e apresenta suas mais sinceras condolências à esposa, aos filhos, netos, demais familiares e amigos de Cristiano José Fernandes Jourdan. Que todos encontrem conforto nas lembranças, nos afetos compartilhados e no legado construído ao longo de sua vida”, escreveu.

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Segundo informações repassadas pela família, o velório será realizado nesta terça-feira (21), das 14h às 17h, no Crematório São Francisco Xavier, na Capela Premium, localizada no bairro Caju, no Rio de Janeiro. Cristiano deixa esposa, filhos, netos, familiares e amigos.

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Papel de Emílio Carlos Jourdan na fundação da cidade

O avô de Cristiano, Emílio Carlos Jourdan foi engenheiro e coronel honorário do Exército Brasileiro. Ele foi contratado em 1876 para medir e registrar terras nos vales dos rios Itapocu e Negro e também arrendou uma área de 430 hectares pertencente à Princesa Isabel.

Na região de Jaraguá do Sul, Jourdan iniciou a colonização dos lotes e implantou o chamado “Estabelecimento Jaraguá”, que reunia engenho de cana-de-açúcar, serraria, olaria e estruturas para a produção de fubá e mandioca, com o trabalho de cerca de 60 pessoas. O núcleo, instalado entre os rios Itapocu e Jaraguá, deu origem ao povoamento que mais tarde se transformaria no município, conforme a Prefeitura de Jaraguá.

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Anos depois, Jourdan retornou à região e obteve do governo estadual a concessão de 10 mil hectares para a criação da Colônia Jaraguá. Dificuldades de demarcação e disputas políticas, porém, fizeram com que ele vendesse a concessão em 1898 e se mudasse para o Rio de Janeiro. Seu papel na medição das terras, na instalação das primeiras atividades econômicas e na organização do núcleo colonial consolidou seu nome na história da formação de Jaraguá do Sul.