Uma caverna remota perto de Arar, no norte da Arábia Saudita, escondia o maior tesouro biológico felino já registrado: sete múmias de guepardo perfeitamente preservadas por mais de 4.000 anos.
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O achado, publicado na prestigiada revista Nature, revela um cemitério natural onde as condições geológicas e o isolamento total criaram uma espécie de “cápsula do tempo”, impedindo a decomposição dos tecidos e protegendo os corpos de predadores.
A pergunta que fica é: por que tantos felinos escolheram aquele ponto específico para morrer ou se esconder? A resposta pode mudar tudo o que sabemos sobre a história da vida selvagem no deserto.
Como as múmias de guepardo ficaram preservados?
Apesar da descoberta em Arar desafiar a lógica biológica devido ao calor extremo da região, o sucesso da preservação das múmias de guepardo deve-se a três fatores críticos:
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- Estabilidade Térmica: Enquanto o deserto oscila drasticamente, o interior da caverna manteve temperaturas constantes que “congelaram” o tempo.
- Aridez Absoluta: O clima seco retirou a umidade dos corpos rapidamente, mumificando-os naturalmente antes que apodrecessem.
- Barreira Biológica: A profundidade da caverna impediu que hienas e abutres acessassem os restos mortais.
O que os esqueletos de guepardo revelam?
Além das 7 múmias de guepardo intactas, os cientistas encontraram ossos de outros 57 indivíduos. Seus esqueletos revelam que o local funcionava como um berçário milenar.
As fêmeas de guepardo utilizavam a fenda profunda como um refúgio seguro para dar à luz e criar os filhotes, protegendo-os das tempestades de areia e do sol escaldante do passado.
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De volta ao mapa da vida selvagem
Ahmed Boug, líder do estudo, acredita que os dados genéticos extraídos dessas múmias podem fornecer o “mapa genético” necessário para reintroduzir guepardos na Arábia Saudita. É a ciência usando o passado para reconstruir o ecossistema do futuro.
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