Pesquisadores encontraram recentemente no norte do Quênia vestígios que estão transformando nossa compreensão sobre o passado.
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Esse achado arqueológico traz luz sobre o Homo habilis, uma espécie que durante décadas foi considerada o elo principal da nossa linhagem.
No entanto, os novos dados sugerem que esse ancestral possuía traços muito mais rústicos do que os livros escolares costumam descrever.
Quais as novidades que desafiam o conhecimento
Uma equipe de especialistas internacionais revelou o fóssil mais íntegro já registrado dessa espécie até hoje.
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Com cerca de 2 milhões de anos, o exemplar ajuda a preencher lacunas críticas sobre o período que antecede o surgimento do homem moderno.
A pesquisa detalhada foi divulgada no periódico The Anatomical Record em janeiro deste ano. Os fósseis surgiram após uma década de escavações cuidadosas em camadas geológicas muito antigas no território queniano.
O trabalho de reconstruir o passado
Os cientistas analisaram cada pequeno fragmento antes de realizar a montagem completa da estrutura óssea. O conjunto recuperado impressiona por incluir dentes, braços, costelas e até partes da pélvis e do crânio.
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Certamente, este é o material mais abrangente já identificado para o Homo habilis na história da paleontologia.
Antes disso, a ciência dispunha apenas de três esqueletos parciais, o que limitava bastante qualquer conclusão definitiva sobre a espécie.
Anatomia e o uso de ferramentas
O Homo habilis surgiu logo após os australopitecos e ganhou fama por ser o primeiro fabricante de ferramentas de pedra.
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Por causa dessa habilidade manual, ele recebeu o apelido histórico de homem habilidoso em diversas publicações científicas.
Todavia, o novo fóssil KNM-ER 64061 mostra um jovem de apenas 1,60 metro com braços muito longos e robustos.
Essas proporções indicam que, apesar das mãos precisas, o corpo ainda guardava semelhanças com ancestrais que viviam em árvores.
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Uma evolução com várias linhagens
As evidências atuais confirmam que o Homo habilis dividiu o leste africano com o Homo erectus por muito tempo. Esse fato prova que diferentes espécies humanas conviveram no mesmo espaço há quase 2 milhões de anos.
Portanto, a evolução humana não seguiu uma linha única e simples, mas sim um caminho cheio de ramificações. Cada grupo desenvolveu suas próprias adaptações para sobreviver em um ambiente que estava em constante mudança.
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