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JEC é Brasil

"Nos deixa muito felizes", diz diretor do JEC Futsal sobre jogadores convocados para a Copa do Mundo

Valdicir Kortmann conversou com a CBN Joinville e analisou desafios da temporada do Tricolor das Quadras

13/09/2021 - 14h35 - Atualizada em: 13/09/2021 - 14h48

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Jota
Por Jota Deschamps
Willian (esq), João Romano e Dieguinho representam o JEC na Seleção.
Willian (esq), João Romano e Dieguinho representam o JEC na Seleção.
(Foto: )

O JEC/Krona Futsal é a única equipe brasileira que desde 2008 vem tendo jogadores convocados para defenderem a Seleção Brasileira em todas as Copas do Mundo FIFA da modalidade. Daquele Mundial realizado no Brasil até o de agora, na Lituânia, são seis atletas do Tricolor convocados. Segundo o diretor do departamento de futsal do JEC, Valdicir Kortmann, em entrevista nesta segunda-feira (13) à CBN Joinville, isso mostra a solidez do projeto que é desenvolvido e é motivo de comemoração de todos os envolvidos.

— É uma satisfação muito grande para o clube, nos deixa muito felizes — destacou.

Para a Copa do Mundo da Lituânia, o Brasil tenta o hexacampeonato na era FIFA, e o técnico Marquinhos Xavier levou o goleiro Willian e o pivô Dieguinho, do JEC/Krona Futsal. Antes deles, já defenderam a seleção em Copas do Mundo o goleiro Rogério em 2008; o fixo Neto e o goleiro Tiago em 2012 e o ala Xuxa em 2016. Além deles, o preparador físico do Tricolor, João Carlos Romano, também faz parte da comissão técnica da Seleção e está presente no torneio pela quarta vez. O diretor do JEC Futsal fez questão de ressaltar, durante a entrevista, que além dos jogadores chamados para tentar a sexta conquista, o projeto tem outros atletas que também poderiam vestir a amarelinha.

— Hoje não só o Dieguinho e o Willian, mas nós temos vários atletas que têm o potencial [de serem convocados] — comentou Kortmann.

TORCIDA NO GINÁSIO O cartola tricolor criticou a postura do governo de Santa Catarina em liberar a presença da torcida apenas em estádios com ambientes abertos e não nos ginásios de futsal. Segundo ele, a Secretaria de Estado da Saúde poderia publicar o decreto liberando todas as molidades e a partir daí cada esporte que se adeque e adapte os protocolos para suas realidades.

— Eu acredito que o governo poderia colocar tudo numa condição só — disse.

Além disso, Kortmann citou que a casa do JEC/Krona Futsal, o Centreventos Cau Hansen, vai ser utilizado para a realização do Festival de Dança de Joinville, e isso poderia indicar que o local também estaria pronto para receber jogos, com segurança e regras bem definidas.

— [O Festival] deve abrigar um público de praticamente 900 pessoas, eu não sei qual é a grande diferença que existe entre o Festival de Dança e um evento esportivo — questionou.

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PANDEMIA Em tempos de tantas mudanças por conta da crise provocada pelo novo coronavírus, o dirigente destacou que apesar de pequenas perdas, o clube se manteve estável graças à parceria com os patrocinadores, classificados por Kortmann como "investidores", que acreditam no projeto do JEC Futsal. Segundo ele, o projeto todo, com custos de logística, deslocamento, viagens, hospedagens, folha salarial de atletas e funcionários e ações de marketing, gira em torno dos R$ 300 mil por mês. Mesmo sem jogos e com pouca visibilidade para as marcas, o clube conseguiu manter seus compromissos já que as empresas parceiras conhecem o histórico da equipe.

— Envolve a credibilidade, baseado naquilo que o JEC Futsal vinha entregando nos anteriores, nós pudemos contar com os nossos parceiros que mantiveram seus investimentos — apontou.

MUDANÇA NO TIME Ainda em relação a investimentos, Valdicir Kortmann disse estar otimista para que na temporada 2022 os aportes financeiros continuem no mesmo patamar deste ano ou ainda seja mais altos. Além disso, o diretor confirmou que o planejamento passa por - no mínimo - chegar às decisões das competições que restam na atual temporada. A Liga Nacional e o Campeonato Catarinense. Neste ano o JEC já se despediu da Taça Brasil com o segundo lugar, perdendo na final para o Magnus Sorocaba. De acordo com Kortmann, após aquela final, uma reunião da gestão da equipe com a comissão técnica, encabeçada pelo treinador Daniel Jr, definiu novos rumos e formas de trabalho do time.

— Logo após a perda da Taça Brasil, a equipe incorporou uma outra forma de trabalho — afirmou.

Valdicir Kortmann falou ainda da participação do Tricolor em mais uma competição neste mês de setembro, a Copa Sul; comentou o que espera para 2022 e também falou sobre outros aspectos da pandemia.

Abaixo, você pode conferir o bate papo - na íntegra - que o dirigente fez com Jota Deschamps e Fernando Gonçalves dentro do CBN Mais. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 11h ao meio-dia, na CBN Joinville.

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