A nova pirâmide alimentar aprovada pelos Estados Unidos foi divulgada durante uma coletiva sobre as novas diretrizes alimentares no início de janeiro de 2026. Na pirâmide, bifes, queijos e o leite integral aparecem perto do topo, no sentindo inverso às antigas diretrizes.

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Segundo O Globo, as novas diretrizes recomendam que os norte-americanos priorizem as proteínas e evitem os alimentos processados ​​e ricos em açúcar que, segundo o secretário de saúde dos EUA Robert F. Kennedy Jr., são prejudiciais à saúde.

— Minha mensagem é clara: comam comida de verdade — afirmou Kennedy na coletiva de imprensa.

As novas diretrizes destacam o consumo de vegetais frescos, grãos integrais e produtos lácteos, recomendados há muito tempo como parte de um plano alimentar saudável, de acordo com o g1.

As autoridades divulgaram o novo gráfico com a versão invertida da antiga pirâmide alimentar, com proteínas, laticínios, gorduras saudáveis e frutas e vegetais no topo e grãos integrais na parte inferior.

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Além disso, as novas diretrizes também adotam uma nova postura em relação a alimentos “altamente processados” e carboidratos refinados, incentivando os consumidores a evitar “alimentos embalados, preparados, prontos para comer ou outros alimentos salgados ou doces, como salgadinhos, biscoitos e balas”.

Para a nutricionista brasileira Karina Rafaela Ramos, o foco principal na nova versão da pirâmide está na qualidade e no tipo de alimento consumido.

— A pirâmide antiga era focada em pães, massas e cereais, ou seja, carboidratos refinados e alimentos ultra processados, deixando em segundo plano proteínas, vegetais e gorduras. Na nova versão, o foco principal está na qualidade e no tipo de alimento consumido, com a ingestão adequada de proteínas, vegetais, frutas, grãos integrais, lácteos e boas fontes de gordura.

Segundo a profissional, as mudanças observadas são baseadas nos padrões alimentares dos norte-americanos, mas é importante que os brasileiros mantenham uma alimentação saudável e consciente.

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— Enquanto os Estados Unidos tem uma dieta baseada em alimentos ultra processados e industrializados, com pouco consumo de alimentos in natura e minimamente processados, no Brasil, temos uma diversidade e qualidade alimentar muito maior, rica em frutas, legumes, verduras, cereais, leguminosas, leite e derivados e boas fontes de proteína. Isso não quer dizer que não podemos melhorar nosso hábito alimentar e ser mais conscientes nas nossas escolhas diárias, optando pela comida de verdade sempre que possível — diz Karina.

— Essas mudanças vêm de encontro ao que já era difundido por diversas diretrizes mundiais, inclusive pelo nosso Guia Alimentar para a População Brasileira (2014). Sempre utilizei o Guia como referência para a minha prática clínica, para valorizar o documento feito no nosso País, que respeita a nossa cultura e nossos hábitos alimentares e que leva em consideração não apenas nossa alimentação, mas também nosso estilo de vida — afirma.

Para a especialista, a atualização da pirâmide é importante para reiterar o que já era estabelecido como referência em outras diretrizes.

— Os demais países também devem se manter atualizados de acordo com suas particularidades, algo que não acontecia na pirâmide americana, que foi criada em 1992 e desde então estava obsoleta e em discordância com todas as recomendação mundiais sobre hábitos saudáveis. Essa atualização é importante e necessária para reiterar o que já era estabelecido como referência — opina a especialista.

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