O governo federal atualizou os limites de renda do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, ampliando o acesso e reduzindo taxas de juros para milhares de brasileiros. A mudança foi oficializada nesta quarta-feira (1º) com a publicação da Portaria nº 333 no Diário Oficial da União. (veja as novas faixas de renda abaixo)
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A medida, assinada pelo ministro das Cidades, Jader Filho, altera as faixas de renda familiar tanto para áreas urbanas quanto rurais. Os novos valores já haviam sido aprovados pelo Conselho Curador do FGTS em reunião realizada no último dia 24 de março.
Na prática, a atualização deve beneficiar ao menos 87,5 mil famílias em todo o país, principalmente por permitir o enquadramento em faixas com juros mais baixos nos financiamentos habitacionais.
Como as regras mudam o financiamento
Quais são as novas faixas de renda?
Para famílias que vivem em áreas urbanas, os limites passam a ser:
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- Faixa 1: renda mensal de até R$ 3.200
- Faixa 2: de R$ 3.200,01 a R$ 5 mil
- Faixa 3: de R$ 5.000,01 a R$ 9.600
Já a faixa 4, criada em 2025 para atender a classe média, teve o teto ampliado de R$ 12 mil para R$ 13 mil mensais.
No caso das famílias que vivem em áreas rurais, os novos limites anuais são:
- Faixa 1: até R$ 50 mil
- Faixa 2: de R$ 50 mil a R$ 70,9 mil
- Faixa 3: de R$ 70,9 mil a R$ 134 mil
O programa também passa a atender famílias rurais com renda anual de até R$ 162,5 mil.
Como a mudança afeta o bolso das famílias
Com a atualização, famílias que antes estavam em faixas superiores poderão migrar para categorias com taxas de juros menores. Um dos exemplos é o de famílias com renda próxima de R$ 2.900 mensais, que passam da faixa 2 para a faixa 1 — a mais subsidiada do programa.
A mudança ocorre em meio ao reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 em 2026, mantendo a faixa 1 próxima ao patamar de até dois salários mínimos.
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Segundo o governo, cerca de 31,3 mil famílias serão incluídas na faixa 3, enquanto outras 8,2 mil, da classe média, passarão a ter acesso ao programa por meio da faixa 4.
Qual o novo limite de financiamento
Outra alteração importante é a ampliação do teto dos imóveis financiáveis nas faixas superiores. O limite passou de:
- R$ 350 mil para R$ 400 mil na faixa 3
- R$ 500 mil para R$ 600 mil na faixa 4
A expectativa é que a mudança aumente a capacidade de financiamento das famílias e amplie o acesso ao crédito habitacional.
Um exemplo citado pelo governo mostra que uma família com renda de R$ 4.900 mensais poderá migrar da faixa 3 para a faixa 2, reduzindo a taxa de juros de 7,66% para 6,5% ao ano. Com isso, o valor financiável pode subir de R$ 178 mil para R$ 202 mil.
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