A região Sul é destaque para o mercado gamer brasileiro. De acordo com o Stun Game Index 2025, nove cidades catarinenses figuram entre as 100 mais gamers do país, com Florianópolis na 3ª colocação nacional e como a principal capital gamer do Sul do Brasil.

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O levantamento, desenvolvido pela consultoria DashCity em parceria com o Stun Game Festival e divulgado em 31 de outubro, é o primeiro índice científico que mapeia territorialmente a intensidade gamer no país, com base em 15 indicadores distribuídos em cinco dimensões principais: desenvolvimento, políticas públicas, eventos, educação e eSports.

Florianópolis em destaque nacional

Com 82,5 pontos, Florianópolis se destaca por combinar densidade tecnológica e políticas públicas de incentivo. A Capital abriga 29 estúdios de desenvolvimento de jogos, o que representa 4,8% do total nacional, e programas como o SC Games, pioneiro no Brasil há 15 anos, e o Start-SC Games, da FAPESC, que investe R$ 2 milhões na indústria local.

Além disso, a cidade sedia o Stun Game Festival, o maior evento gamer do Sul do país, que promove debates sobre inovação, formação profissional e negócios. Em 2025, o evento aconteceu no dias 23 e 24 de agosto.

Cidades de SC no ranking

Segundo a pesquisa, Santa Catarina é o 2º estado mais influente do país no setor. Além de Florianópolis, outras oito cidades do estado aparecem no ranking:

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O cenário catarinense também se reflete no calendário de eventos que movimentam o público gamer e geek durante o ano inteiro. Em Palhoça, o Passeio Geek, realizado no Passeio Pedra Branca, transforma o local em um centro de experiências interativas com exposições, workshops e competições de jogos. O evento é organizado pela Geek Cursos, estimulando o contato entre entusiastas dos jogos eletrônicos e profissionais da programação.

Já o RetroSC, sediado em Florianópolis, atrai nostálgicos e colecionadores de videogames antigos, promovendo o encontro entre gerações. Com expositores, lojistas e desenvolvedores, o evento mantém viva a memória dos sistemas clássicos enquanto apresenta tecnologias contemporâneas.

Outro destaque é o Anime Gakuen, em São José, inspirado nos tradicionais festivais culturais japoneses, os bunkasai. Realizado por fãs e artistas locais, o evento combina apresentações de dança, teatro, artes marciais e gastronomia temática, ampliando o intercâmbio entre cultura pop, tecnologia e educação.

A Super XP, em Joinville, é maior convenção de cultura pop e entretenimento de Santa Catarina e reúne milhares de visitantes em torno de jogos, HQs, cinema, cosplay e inovação.

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Um outro evento de cultura geek que se destaca em SC é o Blumenau Comics Experience. O festival tem atrações como concursos de cosplay, palestras sobre animação, shows musicais, apresentações de k-pop, painéis com dubladores e influenciadores digitais.

Confira as 10 cidades mais gamers do Brasil

  • 1º – São Paulo (SP) – 95,9 pontos, classificação S-Tier;
  • 2º – Rio de Janeiro (RJ) – 83,5 pontos, classificação A-Tier;
  • 3º – Florianópolis (SC) – 82,5 pontos, classificação A-Tier;
  • 4º -Porto Alegre (RS) – 76 pontos, classificação A-Tier;
  • 5º – Curitiba (PR) – 74 pontos, classificação A-Tier;
  • 6º – Brasília (DF) – 70 pontos, classificação A-Tier;
  • 7° – João Pessoa (PB) – 68,6 pontos, classificação B-Tier;
  • 8º – Belo Horiznonte (MG) – 61,4 pontos, classificação B-Tier;
  • 9° – Recife (PE) – 57 pontos, classificação B-Tier;
  • 10º – Salvador (BA) – 51,3 pontos, classificação B-Tier.

Levantamentos sobre o mercado gamer

De acordo com o Stun Game Index, o mercado brasileiro de games deve crescer 136% até 2030, movimentando R$ 35 bilhões e gerando 800 mil empregos diretos. Florianópolis tem potencial para avançar à categoria S-Tier (nota acima de 90 pontos), tornando-se um dos principais centros gamers da América Latina.

Os números da PGB Data Insights, plataforma oficial da Pesquisa Game Brasil, reforçam o potencial do setor. Segundo o estudo, 82,8% dos brasileiros consomem jogos digitais, um número recorde em 2025.
Entre eles, 49,4% pertencem à geração Millennial (nascidos entre 1981 e 1996) e 44,4% dos jogadores fazem parte da classe média.

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