O Centro de Pesquisa Oncológicas (Cepon) está realizando um mutirão de urologia, com cirurgias extras de alta complexidade em pacientes com câncer de próstata em Santa Catarina. Os pacientes atendidos estão cadastrados no Sistema de Regulação Estadual (Sisreg), e o mutirão acontece devido a um convênio firmado entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Fahece, que faz a gestão do Cepon.

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Conforme a gerente técnica do Cepon, Mary Anne Taves, essas cirurgias são realizadas aos sábados, para não interferir na escala de cirurgias normais e no número de leitos ocupados. Desde março, foram mais de 268 procedimentos, e a meta do governo de Santa Catarina é reduzir a demanda, principalmente no novembro azul, mês que marca a campanha contra o câncer de próstata. O número de pacientes que aguardam por cirurgias de câncer de próstata não foi divulgado.

Em 2023, já foram registradas 382 mortes por câncer de próstata em Santa Catarina e a previsão da SES, com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), é de 1,7 mil novos casos da doença no Estado entre 2023 e 2025. O câncer de próstata é o segundo mais comum entre homens, apenas atrás do de pele.

A secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto, reforça a importância da conscientização para os homens:

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— Estamos no mês do Novembro Azul, precisamos fazer com que todos os homens catarinenses tenham acesso a exames de próstata e tratamento no tempo ideal, no menor prazo possível. Seguimos orientando que os homens procurem as unidades de saúde e façam os seus exames, evitando consequências mais graves — destaca.

O Cepon é referência no tratamento oncológico em Santa Catarina e Centro de Referência da Organização Mundial de Saúde (OMS) para Medicina Paliativa no Brasil.

Além do mutirão de cirurgias extras em urologia, a equipe médica do Centro mantém o atendimento regular com mais de 109 procedimentos cirúrgicos de urologia entre agosto e outubro de 2023. De janeiro a outubro deste ano, foram realizados 302 atendimentos a pacientes com câncer de próstata.

Como detectar o câncer de próstata e buscar diagnóstico

A detecção da doença tem início a partir do toque retal ou do exame de sangue do antígeno prostático específico (PSA), uma proteína que pode indicar alteração da próstata. Caso haja algum indício, são necessários novos exames, como a biópsia, em que uma amostra da próstata é retirada para análise.

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Mortes por câncer de próstata aumentam em SC; saiba quando buscar ajuda

O Ministério da Saúde prevê os seguintes sintomas para busca de diagnóstico:

  • Dificuldade de urinar;
  • Demora em começar e terminar de urinar;
  • Sangue na urina;
  • Diminuição do jato de urina;
  • Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite.

No entanto, há controvérsias sobre investigar ou não a doença ainda que sem sintomas. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) também não recomenda o rastreio universal, mas orienta que homens com ao menos 50 anos consultem o urologista periodicamente para discutir benefícios e danos da triagem.

É ao menos consenso entre especialistas a indicação de algumas medidas preventivas para a redução de fatores de risco para o câncer de próstata. Entre elas, estão o controle do uso de tabaco, redução do consumo do álcool, menor exposição a agentes químicos, promoção da atividade física, alimentação saudável e com baixo consumo de gordura de origem animal, combate ao sedentarismo e à obesidade.

*Sob supervisão de Andréa da Luz

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