O ministro Kassio Nunes Marques tomou posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (12). Ele será reponsável por conduzir a corte durante as Eleições 2026, marcadas para outubro. André Mendonça foi empossado como vice-presidente.
Continua depois da publicidade
A posse ocorreu por volta das 19h40min, no plenário do edifício-sede do TSE, em Brasília. Participaram da cerimônia o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também esteve presente.
Esta é a primeira vez que um ministro indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) assume o comando do TSE. Entre os principais desafios que o ministro pode enfrentar à frente do TSE está uma nova onda de questionamentos sobre as urnas eletrônicas e o aumento das peças produzidas com Inteligência Artificial (IA) e os conteúdos falsos sobre adversários, as chamadas fake news.
Veja a cerimônia
Como funciona o TSE?
Nunes Marques substitui Cármen Lúcia na Presidência do TSE. O Tribunal Superior Eleitoral é composto por sete ministros, sendo três do Supremo Tribunal Federal (STF), dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois da chamada classe dos juristas, advogados nomeados para o cargo.
A atuação é temporária. Os magistrados são escolhidos para atuar em períodos de dois anos, renováveis por mais dois. A sucessão na Presidência do TSE segue o critério de antiguidade entre os ministros do STF que compõem a Corte Eleitoral.
Continua depois da publicidade
Conforme o TSE, o modelo de rodízio entre magistrados integra a tradição institucional do Tribunal e busca assegurar alternância na condução dos trabalhos, estabilidade administrativa e continuidade das ações voltadas à realização das eleições.
Quem é Nunes Marques
Nunes Marques é natural de Teresina (PI), tem 53 anos e está no STF desde 2000, quando assumiu a vaga do ministro aposentado Celso de Mello. Antes de chegar ao STF, atuou como advogado, desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí e do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

