Após a derrota histórica no Senado ao indicar Jorge Messias como novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve apresentar um “plano B” em breve. O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT) afirmou que Lula vai sugerir outro nome para vaga.

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Como já revelou uma reportagem do g1, em conversa com aliados nesta semana, Lula garantiu que não pretende deixar para o próximo governo a prerrogativa de indicar um novo ministro para o STF. A ação, porém, não deve ser imediata. A expectativa é que um novo nome seja apontado apenas nas próximas semanas.

— O presidente, obviamente, vai avaliar o melhor momento — disse o líder de governo.

A oposição tem defendido que a próxima indicação fique para o presidente eleito em outubro deste ano. Lideranças governistas rejeitam essa possibilidade. Questionado sobre o possível perfil do novo indicado ou nova indicada, Randolfe se limitou a dizer que essa é uma atribuição de Lula.

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre não falou com a imprensa desde o final da votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias para o lugar do ministro aposentado Luís Roberto Barroso, que deixou a Corte em outubro do ano passado.

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Como foi a sabatina de Messias

No decorrer da sabatina, Messias respondeu a questionamentos sobre aborto, deixando claro que se considera contrário à interrupção da gravidez, condenações dos atos de 8 de janeiro, anistia e o papel do STF.

Em resposta ao senador catarinense Esperidião Amin (PP), Messias evitou comentar o caso do empresário catarinense Alcides Hahn, condenado a 14 anos de prisão por ajudar a custear o fretamento de um ônibus que levou manifestantes de Blumenau a Brasília para os atos de 8 de janeiro. O investigado teria feito um Pix de R$ 500.

O indicado de Lula ao STF afirmou que caso seja aprovado para a Suprema Corte, ainda pode ter que se manifestar sobre o caso e não gostaria de ter que se declarar impedido por já ter antecipado posicionamento a respeito do assunto.

Messias também definiu os atos de 8 de janeiro como “um dos episódios mais tristes da história” e revelou que considera que a anistia é um ato de competência do Congresso Nacional.

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Ao longo da sabatina, ainda teve espaço para a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), que concorreu à Presidência da República em 2022, alfinetar Jair Bolsonaro afirmando que o indicado de Lula para a vaga no STF “não seria um falso Messias”.