A Polícia Federal revisou a conclusão do inquérito que apurava interferências indevidas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na corporação. O novo documento concluiu, pela segunda vez, que não há provas de que o político tenha cometido crimes no caso. As informações são do Estadão.

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O caso foi instaurado depois do pedido de demissão de Sergio Moro, após o ex-magistrado alegar que sofreu pressão do ex-presidente para trocar cargos de comando da corporação. Um dos motivos seria um receio de Bolsonaro com o avanço do inquérito das fake news contra os aliados.

Na ocasião, a PF concluiu que não houve interferência indevida de Bolsonaro e o então procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu o arquivamento da investigação. O caso foi reaberto após um novo pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na nova revisão do caso, a PF reiterou a conclusão de que não há provas para justificar uma imputação penal no inquérito.

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O que diz o delegado sobre o novo inquérito

O delegado responsável pelo inquérito cita que solicitou compartilhamento de provas do inquérito das fake news com Alexandre de Moraes, que indicassem a ocorrência de interferências indevidas. O ministro respondeu que não havia provas disso naquele inquérito.

O novo documento também diz que eventuais atos de interferência podem ser apuradas diretamente nesses procedimentos de investigação. O relatório foi enviado para o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet. Ele pode indicar novas diligências ou requisitar o arquivamento definitivo do caso.

Prisão domiciliar de Bolsonaro

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o dia 27 de março. Ele ficou internado no Hospital DF Star por 14 dias após ter sido diagnosticado com um quadro de broncopneumonia bilateral. Em seguida, Moraes autorizou que o ex-presidente cumprisse prisão domiciliar por 90 dias após um pedido da defesa do ex-presidente.