Um laudo pericial apontou a causa da morte da motorista de aplicativo Silvana Nunes de Almeida de Souza, de 39 anos, que foi sequestrada na última terça-feira (24). O resultado do exame revelou que a vítima sofreu dois traumatismos, cranioencefálico e torácico, causados por disparos de arma de fogo. A informação foi repassada pela Polícia Civil ao g1 neste sábado (28).

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A motorista de aplicativo foi assassinada em Fraiburgo, no Meio-Oeste de Santa Catarina, após ser sequestrada e extorquida enquanto fazia uma corrida com início na cidade de Videira. O principal suspeito, um homem de 32 anos, confessou o crime e foi preso na quarta-feira (25).

Polícia investiga se caso envolveu mais pessoas

Apesar da confissão e do principal suspeito já ter sido indiciado, a Polícia Civil informou que investiga se o crime pode ter tido a participação de mais pessoas.

— Nós vamos fazer mais diligências para ver se tem algum familiar envolvido, uma terceira pessoa na cena do crime — informou o delegado Édipo Flamia ao g1. Essa investigação deve ser realizada com a ajuda de operadoras de telefonia e internet, também revelou o delegado.

O principal suspeito do crime deve responder pelos crimes de restrições de liberdade da vítima e resultado morte, extorsão qualificada e ocultação de cadáver.

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O que o suspeito fez com o valor recebido durante sequestro

Conforme a Polícia Militar, o suspeito, de 32 anos, exigiu que a família de Silvana enviasse R$ 5 mil da família para liberar a vítima. No entanto, o marido de Silvana conseguiu enviar apenas o valor de R$ 2,1 mil, por Pix, para a conta dela. Depois que ele recebeu a quantia, a motorista ainda foi obrigada a realizar duas transferências para a conta bancária gaúcha.

Silvana desapareceu na terça-feira (24) depois que ela aceitou uma corrida de Videira em direção a Fraiburgo, uma cidade vizinha da mesma região. Ela foi feita de refém, segundo a Polícia Civil, extorquida e assassinada a tiros. O corpo dela foi encontrado em uma área de mata pela polícia.

O suspeito foi preso em flagrante na BR-282, em Joaçaba, um dia depois, e conduzido para a Delegacia de Videira. Lá, ele confessou o crime.

Conforme o g1, durante as investigações, descobriu-se que o homem transferiu valores para uma conta bancária da cidade de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. A apuração indica que o dinheiro foi enviado porque o suspeito devia para o irmão do titular desta conta.

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Segunda motorista de aplicativo morta em menos de uma semana

O assassinato de Silvana é o segundo caso de morte de motorista de aplicativo registrado em Santa Catarina em menos de uma semana. Na manhã de terça-feira, o corpo de Alice Dresch, motorista de aplicativo de 74 anos, foi localizado às margens de um riacho no bairro Gavião, em Canelinha, na Grande Florianópolis.

De acordo com a família, Alice trabalhava há cerca de cinco anos como motorista de aplicativo e era “uma pessoa ótima”, que “nunca fez mal para ninguém”.

Segundo a PM, o corpo apresentava sinais de violência. De acordo com o delegado Danilo Bessa, responsável pelo caso, há indícios de um suspeito pelo crime.