Luciana Gimenez se manifestou nas redes sociais na segunda-feira (9) após ter o nome citado em documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein. Os registros, tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no fim de janeiro, mencionam a apresentadora brasileira em meio a arquivos financeiros analisados pelas autoridades norte-americanas.

Continua depois da publicidade

“Luciana Gimenez esclarece que nunca conheceu Jeffrey Epstein e jamais teve qualquer tipo de contato pessoal, profissional ou financeiro com ele. A apresentadora reforça que nunca compactuou, nem compactuaria, com práticas ilícitas ou criminosas, repudiando de forma categórica qualquer tentativa de associar seu nome a essas situações”, afirma um trecho do comunicado.

Veja fotos de Luciana Gimenez

O que alega a apresentadora

Segundo a nota, a apresentadora procurou o Deutsche Bank Trust Company Americas, instituição onde mantinha conta, para entender o motivo de seu nome aparecer nos documentos e aguarda retorno oficial do banco.

“Inicialmente e conforme informações preliminares obtidas junto ao banco, o governo americano solicitou os registros à instituição financeira em determinados períodos, sem qualquer seleção individualizada dos dados ou vinculação específica. O conjunto completo de documentos foi encaminhado e publicado na plataforma oficial, sem apuração prévia do conteúdo e contexto. Por isso, constam nos arquivos nomes de diversos clientes do banco, incluindo de Luciana, que nada têm a ver com o caso em questão e que também fizeram transações naquele período”.

Continua depois da publicidade

O texto reforça ainda que Luciana Gimenez está disponível para colaborar com eventuais investigações.

“A priori, as movimentações citadas que envolvem a apresentadora referem-se exclusivamente a transferências de sua conta de investimentos para sua conta de pessoa física. Por se tratarem de dados antigos, o banco está trabalhando para compilar todas essas transações internas e comprovar que se tratam de transferências da própria Luciana para si mesma. Já foi explicado e compreendido que é esse o contexto das informações divulgadas.”

Por que Luciana Gimenez foi citada?

O nome de Luciana Gimenez aparece em registros financeiros divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Os documentos citam transferências realizadas em 2014, 2018 e 2019, nas quais a apresentadora surge como destinatária. Os arquivos não detalham a origem dos valores nem apontam vínculo direto com Jeffrey Epstein ou com atividades criminosas. As movimentações listadas chegam a aproximadamente US$ 12 milhões.

O que são os Arquivos de Epstein

Os chamados “Arquivos de Epstein” reúnem mais de 300 gigabytes de dados armazenados no sistema eletrônico do FBI, incluindo relatórios de investigação, documentos internos, registros de intimações, memorandos e centenas de formulários 302, usados por agentes para registrar depoimentos de vítimas, testemunhas e suspeitos.

Continua depois da publicidade

Apesar do enorme acervo, especialistas e jornalistas que acompanham o caso há décadas reforçam que a presença de nomes nos documentos não significa, automaticamente, envolvimento em crimes. A repórter Julie K. Brown, do Miami Herald, considerada uma das principais referências na cobertura do escândalo, já afirmou que investigadores que trabalharam no caso dizem não haver evidências de que Epstein mantinha uma lista formal de clientes.

Quem é Jeffrey Epstein, bilionário condenado por abuso sexual

Jeffrey Epstein ganhou projeção como investidor de bilionários e, desde os anos 1990, acumulou propriedades em vários países, incluindo uma ilha particular no Caribe. Seu círculo social incluía nomes como o príncipe Andrew, Bill Clinton e Donald Trump, todos os quais negam irregularidades.

O caso veio à tona em 2005, após denúncias de meninas menores de idade em Palm Beach, na Flórida. Mesmo com acusações graves, Epstein conseguiu evitar um processo federal na época, firmando um acordo para cumprir 13 meses de prisão por acusações estaduais e se registrar como agressor sexual.

Em 2019, ele voltou a ser preso, desta vez em Nova York, acusado de tráfico sexual. Pouco depois, foi encontrado morto na cela. Conforme a BBC, um relatório interno do Departamento de Justiça, tem como versão oficial o suicídio. O relatório apontou falhas graves no sistema prisional, mas disse não haver indícios de crime.

Continua depois da publicidade

A morte, no entanto, segue sendo um dos elementos mais explorados por teorias da conspiração, alimentadas por dúvidas iniciais sobre vigilância, falhas de monitoramento e detalhes controversos do laudo de autópsia.

*Com informações da CNN Brasil