A prefeitura de Florianópolis iniciou tratativas para “importar” o Smart Sampa, programa da administração municipal de São Paulo que usa inteligência artificial e reconhecimento facial em câmeras de vigilância. A informação, noticiada pelo jornal Folha de S.Paulo, foi confirmada ao NSC Total pela Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública de Florianópolis (SMSOP), que anunciou o início de tratativas para testar a tecnologia na região dos Ingleses.

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Na semana passada, a SMSOP e a Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina se reuniram com uma equipe da Prodam — empresa de tecnologia da prefeitura paulista. Após a reunião, foi acordado um teste do sistema no bairro dos Ingleses. Uma nova reunião para alinhar detalhes deve ser realizada no começo de novembro, conforme a prefeitura de Florianópolis.

Na capital paulista, onde o programa já está em operação, a administração municipal afirma que cerca de 2,1 mil foragidos da Justiça foram capturados em um ano graças à tecnologia. A plataforma também é usada para ampliar o monitoramento de ocorrências como violência e acidentes de trânsito, e já localizou 102 pessoas desaparecidas.

De acordo com a Folha de S.Paulo, o sistema é visto como uma bandeira política do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que recentemente deu “sinal verde” para oferecer o sistema a outros municípios. O foco inicial seriam as cidades do interior e litoral de São Paulo, onde o prefeito, que avalia uma candidatura ao governo do estado em 2026, pretende ganhar força eleitoral. A reportagem cita que já há 150 cidades com tratativas abertas.

Como funciona a tecnologia

O Smart Sampa é um programa de monitoramento por câmeras da Prefeitura de São Paulo. Cerca de 40 mil câmeras estão instaladas em pontos escolhidos com base em mapas de calor da criminalidade. Uma central de monitoramento operada por agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) funciona 24 horas para analisar as imagens.

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A operação do sistema é baseada em tecnologias de inteligência artificial. A principal função é o reconhecimento facial, que cruza as imagens das câmeras com bancos de dados de foragidos da Justiça e de pessoas desaparecidas. O sistema também gera alertas automáticos para outros eventos, como vandalismo e identificação de veículos roubados.

Quando um alerta é acionado, seja por um operador ou pela IA, a central direciona uma viatura da GCM para o local. O programa também permite a integração de câmeras privadas à rede oficial. 

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