A Fragata Cunha Moreira (F202) foi lançada oficialmente na última sexta-feira (26), mas ainda deve percorrer uma longa jornada até ser incorporada na frota da Marinha do Brasil. A embarcação, que é a terceira do programa que visa a proteção da costa brasileira contra a ação pirata e pesca ilegal, deve passar por mais fases, incluindo provas de mar, com militares e civis embarcados.

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A F202 integra o primeiro lote do Programa Fragatas Classe Tamandaré, que encomendou a construção de quatro navios de guerra de alta tecnologia para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID) do país. Todas as fragatas estão sendo produzidas exclusivamente em Itajaí, no estaleiro TKMS. Além da Cunha Moreira, a Jerônimo de Albuquerque (F201) também já foi lançada e aguarda a incorporação na Marinha.

Provas de mar

A próxima etapa da Fragata Cunha Moreira é chamada de “provas de mar”. Um estágio de avaliações técnicas em que o navio deixa o estaleiro com militares e civis a bordo, para confirmar a robustez, segurança e a confiabilidade do navio. No entanto, ainda não há previsão de quando a F202 deve passar por esse teste.

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A última etapa é a “mostra de armamento”, cerimônia que marca a incorporação oficial da fragata à Marinha do Brasil. No caso da Cunha Moreira, a previsão é de que isso aconteça apenas em fevereiro de 2028.

Veja como é a Fragata Cunha Moreira

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Defesa naval

De acordo com a Marinha do Brasil, a Fragata Cunha Moreira é equipada com sistemas de monitoramento, gerenciamento e combate voltados à defesa naval. Entre eles estão radares de busca volumétrica, busca de superfície e direção de tiro, alças optrônicas, sonar de casco para detecção de submarinos, além dos sistemas Mage, Datalink, Combat Management System, Integrated Platform Management System e sistema de despistamento.

O navio também conta com um canhão principal de 76 milímetros, um canhão remoto de 30 milímetros, duas metralhadoras de 12,7 milímetros, sistema de lançamento de mísseis antinavio MANSUP e Exocet, além de um sistema vertical (VLS) para mísseis de defesa antiaérea Sea Ceptor. A embarcação ainda dispõe de dois conjuntos triplos de tubos para lançamento de torpedos e convés com capacidade para operar um helicóptero.

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Nome do navio homenageia herói de guerra

A F202 foi batizada em homenagem ao Almirante Luís da Cunha Moreira, conhecido como Visconde de Cabo Frio, e considerado uma das figuras mais importantes da história naval brasileira. Primeiro brasileiro nato a assumir o cargo de Ministro da Marinha, ele participou das Guerras Napoleônicas, esteve envolvido na conquista da Guiana Francesa e desempenhou um papel decisivo na formação da primeira Esquadra do Brasil, contribuindo para a consolidação da independência do país.

Fragata leva o nome do Almirante Luís da Cunha Moreira (Foto: Marinha do Brasil, Divulgação)

O que são fragatas?

As embarcações são navios militares de médio porte, conhecidos pela versatilidade e importância estratégica em diferentes tipos de missão. Elas são usadas principalmente para escolta, patrulhamento e defesa contra ameaças aéreas e submarinas, reunindo velocidade, boa capacidade de manobra e poder de combate, tanto em tempos de paz quanto em situações de conflito.

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As fragatas modernas contam com tecnologias avançadas, como sensores, radares, mísseis e sistemas de defesa, além de terem estrutura para operar helicópteros embarcados. Por serem menores que navios como destróieres e cruzadores, conseguem atuar com mais agilidade e discrição, protegendo rotas marítimas, áreas de exploração de petróleo e regiões costeiras estratégicas.

Na Marinha do Brasil, essas embarcações desempenham um papel fundamental na proteção da chamada Amazônia Azul, ajudando a garantir a segurança das águas territoriais e a soberania do país. Nesse contexto, a modernização da frota, com projetos como a Classe Tamandaré, é considerada essencial para fortalecer a capacidade naval brasileira.

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Classe Tamandaré

A obtenção de quatro fragatas da Classe Tamandaré integra um dos programas estratégicos da Marinha do Brasil, com o objetivo de modernizar o poder naval do país e fortalecer a indústria de defesa nacional. As embarcações são gerenciadas pela EMGEPRON e construídas pela Sociedade de Propósito Específico Águas Azuis.

As fragatas serão navios escolta modernos, com alta capacidade de combate e preparados para enfrentar diferentes tipos de ameaças. Entre as principais funções estão a proteção do tráfego marítimo, a defesa do litoral brasileiro e a garantia da soberania nas águas do país.

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