As obras de adequação de capacidade e restauração da BR-163, no Oeste de Santa Catarina, entraram na fase final e já alcançam 94% de execução. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a maior parte do trecho já foi entregue, com avanços também na travessia urbana de Guaraciaba, onde está sendo construído um elevado de acesso ao município.
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O empreendimento contempla 47 quilômetros entre os km 78 e 122 da rodovia. Até agora, 45 quilômetros já foram concluídos com novas pistas em pavimento rígido (concreto), além da implantação de terceiras faixas, vias marginais e acostamentos. A obra também inclui o acesso ao Porto Internacional de Cargas, em Dionísio Cerqueira.
Com investimento total de R$ 323 milhões, custeado com recursos federais previstos na Lei Orçamentária Anual de 2026 e integrado ao Novo PAC, o projeto teve o cronograma impactado por alterações técnicas. Entre elas, revisões nas vias de acesso ao elevado de Guaraciaba e a inclusão de um novo viaduto em Guarujá do Sul, além da necessidade de desapropriações.
Atualmente, as frentes de trabalho estão concentradas principalmente na área urbana de Guaraciaba, com serviços de terraplenagem, drenagem, sinalização e pavimentação.
Elevado de Guaraciaba
Um dos principais pontos da obra é o elevado de acesso ao município, que já atingiu cerca de 85% de execução. A estrutura, que tem investimento de aproximadamente R$ 2 milhões apenas na parte estrutural, deve melhorar o acesso à cidade e aumentar a segurança viária ao separar o tráfego local do fluxo da rodovia.
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De acordo com o DNIT, fundações, pilares e laje já foram concluídos. A etapa atual envolve a finalização de uma marginal, necessária para liberar o tráfego e dar sequência à pavimentação em um trecho de cerca de dois quilômetros.
Rodovia é estratégica para escoamento de produção
A BR-163 é considerada estratégica para o escoamento da produção do Extremo-Oeste catarinense, especialmente para cadeias como suinocultura, bovinocultura leiteira e avicultura. A rodovia também atende setores industriais, como o metalmecânico, de máquinas e equipamentos, além da indústria madeireira e moveleira.
Com a conclusão das obras, a expectativa é de melhoria na logística, redução de custos de transporte e aumento da segurança para quem trafega pela região.
O prazo contratual da obra vai até dezembro de 2026, enquanto a previsão de conclusão física segue para junho do mesmo ano.
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