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Compliance

O que levar em conta na hora de colocar o compliance de pé?

Estar em conformidade com leis e diretrizes traz benefícios diretos e indiretos para um negócio

15/10/2021 - 17h55 - Atualizada em: 21/10/2021 - 17h13

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Estúdio
Por Estúdio NSC
O compliance precisa de autonomia, independência, imparcialidade, recursos materiais, humanos e financeiros
O compliance precisa de autonomia, independência, imparcialidade, recursos materiais, humanos e financeiros
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Empresas de todos os tipos e tamanhos já perceberam a importância de implementar programas de compliance para promover a ética nos negócios e o equilíbrio das relações comerciais. Geralmente essa é uma necessidade identificada pela diretoria, que busca no departamento de compliance apoio para a criação de um ambiente de trabalho mais saudável e negócios mais sustentáveis a longo prazo. Um bom programa de compliance é capaz não apenas de melhorar os processos internos por meio do código de ética e conduta, políticas e controles, mas também de contribuir para a expansão da operação como um todo.

> Compliance oferece vantagens competitivas para todas as empresas

A catarinense Neoway, líder da América Latina em soluções de Big Data Analytics e Inteligência Artificial, é testemunha do potencial do compliance para tornar as empresas mais competitivas e preparadas para lidar com todos os tipos de cenários. A partir de seu programa de compliance, o NeoEthics, criado em 2019, a empresa vem colhendo resultados significativos em indicadores internos e também externos.

NeoEthics testemunha potencial do compliance para empresas mais competitivas
NeoEthics testemunha potencial do compliance para empresas mais competitivas
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Segundo Luciana Silveira, Chief Compliance Officer na Neoway, ter um programa de compliance é indicado para pequenas, médias e grandes empresas que buscam um diferencial para viabilizar bons negócios. 

— Tendo o devido apoio da liderança e a liberdade para atuar em parceria com outras áreas, o compliance ajuda a mitigar riscos envolvidos nas negociações e a encontrar alternativas viáveis para negócios com mais segurança, contribuindo para a expansão da organização — conta. O que muda de uma organização para a outra, diz ela, é o caminho para chegar lá.

O passo a passo do programa de compliance

Quando o assunto é a implementação do programa de compliance, Luciana alerta que não existe receita pronta que funcione igualmente. Segundo ela, o primeiro passo a ser considerado é ter uma visão estratégica que permita elaborar um planejamento alinhado com a realidade da empresa.

— É imprescindível refletir sobre a estrutura da empresa de maneira ampla levando em consideração tanto o departamento de compliance em si, quanto a cultura organizacional, a maturidade do compliance na realidade da empresa, o engajamento do departamento de compliance com as demais áreas e as metas estabelecidas para o compliance — esclarece.

A orientação da executiva é que a pessoa encarregada pelo compliance tenha autonomia e uma linha de reporte que a permita acionar o mais alto nível de gestão na empresa. Nos casos mais comuns, a área responde para a presidência, para a diretoria financeira ou para a diretoria jurídica.

> Conheça os 5 pilares que sustentam um programa de compliance eficaz

— A depender da linha de reporte, o compliance pode ser mais focado em controles internos e impactos financeiros ou voltado para violações de leis — diz. A resposta para essa pergunta, complementa, vem da definição das competências do departamento, que precisam ser claras a fim de garantir autonomia às atividades e nortear a execução do trabalho.

A composição das equipes é outra etapa importante. Segundo Luciana, a estratégia desenhada para atender às necessidades do programa de compliance deve considerar um aspecto fundamental e comum à maioria das corporações: os orçamentos enxutos. Partindo dessa premissa, ela recomenda que o processo seletivo seja feito de maneira cirúrgica para identificar profissionais alinhados à realidade da empresa.

Caso a área só possa ter uma pessoa para responder por toda a gama de atividades, diz ela, o recomendado é priorizar perfis flexíveis e empáticos. Assim, é possível promover engajamento nas atividades de comunicação e treinamento, e ao mesmo tempo ter postura firme em situações espinhosas como investigações internas.

A definição do orçamento do departamento de compliance tem relação direta com as características da organização. Se ela tiver filiais nacionais ou internacionais, por exemplo, é preciso "colocar na conta" despesas com viagens caso não seja possível contratar representantes que possam atuar in loco

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— A presença física é importante para o aculturamento dos colaboradores tanto no que diz respeito à própria existência da área, quanto à disseminação dos valores da ética corporativa que devem ser compartilhados — reforça Luciana.

Além disso, ela destaca que as atividades de treinamento e de comunicação individualizadas por localidade aumentam a sensação de pertencimento e reconhecimento. Porém, havendo orçamento disponível para uma equipe maior, os gastos com viagem não são necessários e podem ser revertidos para outras atividades.

O mesmo racional financeiro vale para a gestão de terceirizados. Para as empresas que visam implementar o programa de compliance, a executiva compartilha regras adotadas no NeoEthics, programa de compliance da Neoway, que ajudam a definir previamente o que será feito em casa e o que será delegado a fornecedores. 

— Na Neoway, terceirizamos as atividades do compliance nas seguintes ocasiões: se o volume de uma atividade é muito grande, mas a complexidade é baixa; se a complexidade da demanda é alta, e a execução interna consome muito tempo da equipe; e se a atividade requer respaldo externo em razão da complexidade ou sensibilidade do tema — conta.

Dicas para implementação do programa de compliance
Dicas para implementação do programa de compliance
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Tecnologia como apoio

Seja qual for a realidade da empresa, sempre haverá espaço para o uso de tecnologia no sentido de agilizar as tarefas e melhorar o desempenho do compliance. A Neoway, por exemplo, utiliza soluções próprias para fazer a prevenção dos riscos de compliance em linha com as seis políticas que regem a área: Anticorrupção e Antissuborno, Interação com o Poder Público, Gestão de Terceiros, Conflito de Interesses, Cortesias Corporativas, e Doações e Patrocínios.

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Mas, o uso da tecnologia não está restrito apenas às empresas que têm programas de compliance maduros ou orçamentos robustos. Luciana explica que a opção pelo uso de soluções tecnológicas na gestão do departamento é parte da visão estratégica.

— A minha dica é entender o que já existe de tecnologia disponível, o que pode ser aproveitado e como você pode trazer tecnologias novas que eventualmente agreguem valor inclusive para a empresa como um todo — observa ao destacar a importância da integração desses fatores para uma estrutura adequada.

— Se a pessoa encarregada pela área não tiver visão estratégica na estruturação do compliance, a empresa tampouco verá sua relevância estratégica para o negócio —finaliza.

Quer ler mais sobre compliance? Acesse o canal da Neoway no NSC Total.

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