O número de pessoas analfabetas no Brasil caiu em cerca de 592 mil indivíduos em apenas um ano, empurrando a taxa geral para o piso histórico inédito de 4,9%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) contínua, apresentados pelo IBGE nesta sexta-feira (19). O avanço das políticas públicas e a universalização do ensino básico provocaram a redução expressiva.

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Queda abaixo do teto histórico

A queda do índice consolida um movimento firme de declínio na parcela da população de 15 anos ou mais que não consegue ler ou escrever. Na medição de 2024, o patamar nacional estava fixado em 5,3%.

Para fins de perspectiva histórica, em 2016 esse mesmo termômetro social marcava 6,7%. A conquista de 2025 coloca o país, pela primeira vez, abaixo do teto simbólico de 5%, atingindo a marca histórica de 4,9% de analfabetismo e aproximando o Brasil das metas do Plano Nacional de Educação (PNE).

O motor da transformação social

Em análise sobre os indicadores em entrevista à CNN Brasil, a gerente de estratégias do Instituto Ayrton Senna, Beatriz Alqueres, explicou que a queda histórica do analfabetismo no país tem sido puxada diretamente pelas gerações mais jovens.

Paralelamente, a mesma pesquisa do IBGE trouxe outro dado positivo: o contingente de jovens que não trabalham e nem estudam recuou de 11 milhões em 2019 para 8,2 milhões em 2025, representando uma parcela ativa dentro do total de 46,6 milhões de cidadãos nessa faixa etária.

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Impacto direto no mercado de trabalho

Sob a ótica macroeconômica, a elevação da escolaridade na base da pirâmide demográfica atua como um motor de produtividade nacional. Com a base jovem mais instruída, o mercado ganha fôlego para migrar postos informais em direção a funções tecnológicas.

Com o fluxo de novos analfabetos controlado na juventude, as atenções do Ministério da Educação começam a se deslocar para a qualidade do aprendizado. O foco agora passa a ser o combate ao analfabetismo funcional no cotidiano.

*Com edição de Nicoly Souza