Quem costuma olhar para o céu durante a noite provavelmente já reparou em alguns pontos específicos e se perguntou: por que aquela estrela é avermelhada? O que faz o brilho dela ser tão diferente das outras? Esse mistério se explica na formação e na composição desses astros que se destacam na imensidão do cosmos.
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Esses pontos diferentes e coloridos no céu noturno, em sua maioria, são as chamadas Estrelas Vermelhas – podem ser as Anãs ou Gigantes Vermelhas, dependendo do tamanho e da massa. Em alguns casos também podem ser planetas, como Marte, que aparece em coloração semelhante.
Nesse conteúdo, porém, vamos focar na explicação nas três estrelas vermelhas mais brilhantes que vemos no céu noturno – algumas contam com detalhes bastante curiosos.
Betelgeuse – a estrela vermelha prestes a explodir
Dos pontos vermelhos que enxergamos no céu noturno, talvez o que mais se destaque é uma estrela que, em breve, vai explodir. Trata-se de Betelgeuse, a gigante vermelha que pode estar com os dias contados. A explosão, chamada de supernova, será visível na Terra, gerando um forte clarão no céu por alguns meses durante a noite.
Mas isso não significa que nós veremos o fenômeno. O tempo e as medidas, em astronomia, são muito maiores do que os que usamos habitualmente aqui na Terra. Para se ter uma ideia, estima-se que a Betelgeuse tenha aproximadamente 10 milhões de anos. Isso, em questão de Universo, é muito pouco – o nosso Sol, por exemplo, tem entre 4,5 e 5 bilhões de anos de idade.
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Mas, por ser uma Gigante Vermelha extremamente massiva (20 vezes mais pesada e 1400 vezes maior do que o nosso Sol), Betelgeuse tem uma vida curta – esse tipo de estrela normalmente dura pouco mais de dezenas de milhões de anos.
Isso faz com que ela esteja caminhando para o fim da vida. Observações e estudos recentes apontam que ela já está entrando em processos “pré-explosão”. Alguns cientistas acreditam que Betelgeuse vai explodir – e deixar de existir – em, aproximadamente, entre 100 mil e 300 mil anos. Para a astronomia, um tempo extremamente curto.
Para encontrar Betelgeuse no céu noturno, é simples: ela fica próxima às famosas Três Marias, na constelação de Órion. Nas primeiras horas da noite, costuma aparecer perto da linha do horizonte, na direção do nascer do Sol. Aplicativos de astronomia ajudam a identificar as estrelas e as constelações.
Antares, a rival de Marte
Supergiante vermelha e a estrela mais brilhante da constelação de Escorpião, Antares também chama a atenção no céu noturno – e tem papel de protagonismo na mitologia grega. O nome significa “rival de Ares” (o deus grego da guerra, equivalente a Marte), devido à cor vermelha intensa, que a faz parecer com o planeta.
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Antares fica visível principalmente nas noites de inverno do Hemisfério Sul (junho a setembro), na direção sul ou sudeste do céu noturno, dependendo da época do ano e da região de observação.

Aldebaran, o Olho do Touro
Estrela mais brilhante da constelação de Touro, Aldebaran está a cerca de 65 anos-luz da Terra e é popularmente conhecida como o “Olho do Touro” pois, visivelmente, parece estar posicionada na cabeça do animal. Classificada como uma gigante vermelha em estágio avançado de evolução, também está entrando na “reta final da vida”, assim como Betelgeuse. É cerca de 45 vezes maior e mais massiva do que o nosso Sol.
Com uma intensa cor vermelho-alaranjada e uma temperatura superficial relativamente baixa, ela é uma das estrelas mais fáceis de localizar, situando-se a cerca de 65 anos-luz da Terra. Seu nome, que significa “o seguidor” em árabe, refere-se ao seu movimento aparente logo após o aglomerado estelar das Plêiades no céu noturno.
Para localizar Aldebaran no céu noturno, basta olhar na direção leste no início da noite durante o outono e inverno no hemisfério sul, ou na direção sudeste durante o final do verão e procurar por uma estrela em tons avermelhados ou alaranjados.
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