O céu noturno é uma das coisas mais bonitas que podemos contemplar. Olhar para imensidão repleta de pontos brilhantes que, junto com a Lua, formam uma verdadeira obra de arte natural, é algo que nos faz refletir sobre o Universo e a nossa própria existência – além de trazer benefícios para o corpo e para a mente.
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Mas com certeza, ao menos uma vez, todos nós já nos perguntamos: o que são todos esses pontos brilhantes? Esse questionamento tem várias respostas, mas uma delas pode ser surpreendente para muitos: nem todas as estrelas que enxergamos são, de fato, estrelas.
Alguns dos pontos brilhantes que vemos no céu noturno são os planetas, nossos vizinhos no Sistema Solar. Marte, Júpiter e principalmente Vênus se destacam no horizonte e por vezes nos proporcionam espetáculos, como as conjunções, alinhamentos ou ocultações. Por vezes, Saturno também pode ser observado a olho nu.
Mas como identificar os planetas no céu? É o que vamos descobrir ao longo dessa matéria.
Brilho contínuo
Uma das características mais perceptíveis dos planetas é que, diferente das estrelas e de outros astros visíveis, o brilho deles não oscila nem cintila. É constante. Esse pode ser o sinal mais fácil de ser percebido para diferenciar os nossos vizinhos.
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O brilho deles, geralmente, é também consideravelmente mais intenso do que o das estrelas. Por isso, caso alguém olhe para um ponto extremamente brilhante no céu, provavelmente se trata de algum dos planetas visíveis.
Além disso, a coloração dos planetas também costuma ser um pouco diferente. Enquanto as estrelas geralmente aparecem em tons brancos ou azulados, Marte, por exemplo, pode aparecer em amarelo escuro, por vezes laranja e até vermelho. Júpiter e Vênus também são visíveis em tons amarelos, quase dourados.

Onde procurar os planetas?
Além da atenção ao brilho e à coloração, saber para onde olhar no céu noturno ajuda a identificar os planetas. Geralmente, eles aparecem próximos à Eclíptica, ou seja, na “linha” em que o Sol aparece no céu durante o dia.
Os planetas normalmente aparecem no horizonte, próximos do local onde o Sol nasce (leste) ou se põe (oeste). Apesar disso, em alguns períodos, a localização no céu pode mudar por conta da órbita da Terra e também dos próprios movimentos dos planetas nos cosmos – fatores que as vezes impedem que alguns dos nossos vizinhos sejam vistos a olho nu.
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Use aplicativos
A tecnologia permite que alguns aplicativos nos ajudem a identificar constelações, estrelas e, claro, os planetas entre os milhões de pontos brilhantes do céu noturno.
Apps como o Stellarium e o Star Walk possuem versões gratuitas para Android e iOS, e são maneiras fáceis e precisas para localizar planetas. Eles usam o GPS do smartphone para mapear o céu em tempo real e mostrar a localização dos astros.
Espetáculo com a Lua
Um dos planetas que conseguimos observar a olho nu aqui da Terra vai nos proporcionar, em parceria com a Lua, um verdadeiro espetáculo no céu noturno do dia 29 de novembro, sábado.
Saturno vai aparecer próximo da Lua no céu logo após o pôr do Sol, formando a famosa conjunção ou, para os mais poéticos, o chamado “Beijo Cósmico”. O evento será visível a olho nu de qualquer lugar do Brasil, se as condições meteorológicas permitirem.
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