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Desastre Ambiental

OAB-SC diz que vai acompanhar investigações de incêndio na Serra do Tabuleiro

Entidade diz que vai cobrar responsabilização de envolvidos, caso seja confirmada origem criminosa do fogo

12/09/2019 - 15h28 - Atualizada em: 12/09/2019 - 16h24

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Redação
Por Redação DC
Levantamento final mostrou que 860 hectares foram destruídos
Levantamento final mostrou que 860 hectares foram destruídos
(Foto: )

A seccional de Santa Catarina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SC) divulgou nota neta quinta-feira (12), dizendo que irá acompanhar de perto o trabalho de investigação das causas do incêndio que atingiu o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, em Palhoça, na Grande Florianópolis. O fogo destruiu uma área de aproximadamente 1 mil hectares, entre terça-feira (10) e a noite de quarta-feira (11).

A direção da OAB-SC disse que o acompanhamento do caso será realizado pela Comissão de Direito dos Desastres, inaugurada recentemente no Estado. Segundo a nota, o grupo tem entre os objetivos "auxiliar em medidas que resultem na proteção de áreas afetadas e no socorro a populações atingidas por acontecimentos de grande impacto para a sociedade".

Essa comissão da OAB-SC ajuda na criação de protocolos para atuações preventivas de desastres, com a elaboração de pareceres técnicos, estudos de caso e acompanhamento de medidas judiciais.

A entidade lembra que, conforme declarações das autoridades, há indícios de que o incêndio na Serra do Tabuleiro tenha sido criminoso. Se essa hipótese acabar confirmada, a OAB-SC diz que irá cobrar a responsabilização dos envolvidos.

Mais de 1 mil campos de futebol

De acordo com dados do Corpo de Bombeiros, o incêndio destruiu uma área de aproximadamente 860 hectares, equivalentes a 1,2 mil campos de futebol. O fogo começou perto de uma área residencial, que fica na Praia do Sonho, em Palhoça. O vento intenso nos dois dias e a estiagem, que causou a morte da vegetação rasteira ajudaram para a propagação das chamas na região.

Durante os dois dias, foram mobilizadas várias equipes de Bombeiros e da Polícia Militar, tanto da Grande Florianópolis, quanto de outras cidades. Para auxiliar no combate das chamas, o helicóptero Arcanjo precisou ficar sobrevoando a área durante quase todo o período de trabalho. A aeronave ajudava a identificar os pontos onde havia focos de incêndio e também jogava água nas áreas de difícil acesso para as equipes em terra.

Todo esse trabalho gerou um custo elevado aos cofres estaduais, que ainda não foi contabilizado. A OAB-SC também destaca o risco para a comunidade local, já que foi preciso colocar em alerta os moradores das próximas ao incêndio, devido à possibilidade de o fogo atingir residências na região.

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