Uma obra abandonada há mais de dois anos no Centro de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, passou por uma ação de remoção de água parada nessa terça-feira (10). A Defesa Civil municipal removeu mais de 6 milhões de água parada no local, que fica nas proximidades do Hospital São José. 

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A situação era acompanhada desde 2023 devido aos riscos identificados. A ação iniciou em maio, mais precisamente após parecer técnico divulgado no dia 15. O levantamento apontou que o imóvel, que seria um empreendimento local, apresentava acúmulo de água da chuva, descarte irregular de resíduos e alta exposição a invasões. 

— Após aprovação do parecer técnico da municipalidade, iniciamos imediatamente os trabalhos de drenagem. Em três semanas, conseguimos reduzir o nível de água ao menor patamar já registrado desde o abandono da obra — explica Fred Gomes, diretor de Defesa Civil de Criciúma.

O imóvel é privado e a responsabilidade de manutenção, de acordo com a legislação, é dos proprietários, porém, com os riscos à saúde pública identificados, a Prefeitura de Criciúma notificou os responsáveis. A Lei Federal nº 12.608/2012, autoriza a intervenção do poder público em casos de risco iminente, mesmo em áreas particulares, quando estiverem em situação de abandono.

O próximo passo será o aterramento da cratera, que ocupa uma área de aproximadamente 1.900 m² e uma profundidade de mais de três metros. Além do alto volume de água acumulada, o local apresenta risco de desmoronamento e ameaça à segurança de pedestres e veículos que circulam nas proximidades da Rua Santo Antônio.

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— Vamos iniciar o aterramento e realizar a readequação dos taludes, para garantir a estabilidade do terreno e eliminar riscos de deslizamento — completa Fred. 

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