A obra de alargamento da Praia do Gravatá, em Navegantes, inicialmente prevista para iniciar no último domingo (12) com a chegada da draga Galileo Galilei, será atrasada devido à um reajuste no cronograma. A prefeitura aguarda a chegada da embarcação que fará a dragagem da areia, que agora deve chegar na cidade apenas a partir da próxima semana, e ainda sem data definida.

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O atraso na chegada da draga altera a previsão de conclusão do alargamento, que estava previsto para ser finalizado ainda em julho. Agora, a expectativa é que a obra seja concluída no início do mês de agosto, e leve 15 dias para ser concluída, após o início da dragagem.

Enquanto isso, equipes trabalham em uma fase preparatória que será fundamental para o funcionamento da draga: a colocação de aproximadamente 1,5 quilômetro de tubulação no mar. O sistema será utilizado para transportar a areia retirada do fundo do mar até a orla da praia.

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Praia do Gravatá será alargada em até 70 metros

 A mega obra de alargamento deve devolver a faixa de areia para a praia, o espaço que já é quase inexistente em alguns trechos, deve contar com uma extensão de até 70 metros após a finalização dos trabalhos.

De acordo com a Prefeitura de Navegantes, expectativa é que, com a chegada da draga, a operação de dragagem seja feita de forma ininterrupta, 24 horas por dia, ao longo de um trecho de 2,3 quilômetros, entre a região próxima ao Rio das Pedras e o Molhe do Gravatá.

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Considerada uma das maiores empresas de engenharia marítima do mundo, a multinacional belga Jan de Nul é a responsável pela execução da obra, que conta com um investimento público de R$ 31,5 milhões. Após a conclusão da dragagem, a areia ainda passará por um período de acomodação antes da liberação do espaço ao público.

Praia será interditada

Durante a execução dos trabalhos e também por 10 dias após o término da colocação da areia, a Praia do Gravatá ficará totalmente interditada ao público. A restrição inclui caminhadas, banho de mar, pesca e qualquer outro tipo de atividade.

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Segundo o secretário de Infraestrutura, Roberto Ferreira, a medida busca garantir a segurança da população durante as obras e colaborar com o processo de estabilização da areia.

— É um ambiente de obras com maquinário pesado, ou seja, não é um local seguro para passagem de pessoas. Mesmo depois do fim da colocação da areia, é necessário um período de acomodação. Enquanto isso acontece, o solo não fica firme e a pessoa pode ficar presa, havendo risco de vida. Por isso, pedimos a colaboração de toda a população para que não entre na Praia do Gravatá enquanto a área não for liberada, para evitar acidentes — orienta.

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Como é a draga que fará o alargamento

A draga Galileo Galilei tem 166 metros de comprimento e capacidade para transportar até 18 mil metros cúbicos de sedimentos a cada viagem feita. A embarcação, de bandeira de Luxemburgo e construída na China em 2020, já atuou em outras grandes obras de alargamento do litoral catarinense, como na Praia Central de Balneário Camboriú e na Praia de Itapoá.

Equipada com sistemas de navegação e monitoramento ambiental, a draga funciona utilizando tubos que alcançam o leito marinho para aspirar a mistura de areia e água, armazenando o material em um compartimento interno. Depois, a carga é transportada e bombeada até a praia, onde a areia é utilizada para alargar a faixa de areia.

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