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    Obras na BR-282 seguem em ritmo lento e com risco de parar no Oeste 

    DNIT afirma que tem recursos só até o final do mês

    13/11/2019 - 15h17 - Atualizada em: 14/11/2019 - 07h03

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    Darci
    Por Darci Debona
    Obras na BR-282, entre Chapecó e São Miguel do Oeste
    Obras de drenagem nas margens da BR-283, onde serão implantados 33 quilômetros de terceira faixa
    (Foto: )

    As obras de recuperação da BR-282, nos 120 quilômetros entre Chapecó e São Miguel do Oeste, que iniciaram há cerca de um ano, estão em ritmo lento e correm o risco de parar por falta de recursos. A superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura do Transporte (DNIT), informou que há somente recursos até o final do mês.

    O motivo é que não foram repassados até o momento recursos de R$ 19 milhões de emendas parlamentares que estariam previstos para a rodovia.

    De acordo com o chefe do DNIT na região de Chapecó, Diego Silva, até o momento foram aplicados cerca de R$ 20 milhões . Só que a obra total está prevista em R$ 158 milhões, incluindo também melhorias na BR 158.

    - As empresas estão trabalhando em obras de drenagem e onde vão ser implantadas terceiras faixas, mas num ritmo lento. Se houvesse a liberação de mais recursos poderiam ser ampliadas as frentes de trabalho. Também estamos esperando da empresa novas etapas do projeto executivo – explicou o engenheiro.

    Até o momento foram refeitos dois quilômetros de asfalto em Pinhalzinho, além de iniciados 14 quilômetros de terceira faixa e obras de corte de árvores e preparação do terreno onde serão implantadas vias laterais, trevos e mais pontos de terceira faixa, que somam 33 quilômetros de acordo com a licitação.

    As empresas já ameaçaram paralisar as obras na metade do ano, mas o DNIT conseguiu remanejar cerca de R$ 9 milhões para dar sequência nos trabalhos.

    Para o ano que vem estão previstos recursos de emendas impositivas de parlamentares catarinenses. Mas há preocupação de não ter recursos nessa virada de ano.

    Nesta semana o prefeito de São Miguel do Oeste, Wilton Trevisan, também reclamou de obras de tapa-buracos realizados na avenida Waldemar Rangrab, na área urbana do município. O prefeito disse que solicitou ao DNIT a suspensão da sobras, o que foi atendido.

    Recuperação do DNIT em São Miguel do Oeste
    Prefeitura de São Miguel do Oeste reclamou de tapa-buracos no município
    (Foto: )

    O engenheiro Diego Silva reconheceu que houve problemas de acabamento e já notificou a empresa responsável para refazer o serviço. Apesar do trabalho ser na área urbana, quatro quilômetros da avenida fazem parte da BR-282 e estão num contrato de manutenção, que abrange 29 quilômetros da rodovia, de São Miguel do Oeste até a fronteira com a Argentina, além da BR-163, de São Miguel do Oeste até Dionísio Cerqueira. Esse contrato de R$ 7 milhões, de manutenção, vai até fevereiro de 2020.

    O chefe do DNIT disse que a empresa vencedora da licitação para retomada das obras da BR-163, a TORC, de Belo Horizonte, já está fazendo os estudos para elaboração do projeto, que deve ser apresentado até fevereiro do ano que vem. O valor da licitação é de R$ 210 milhões. Mas ainda não há recursos previstos.

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