nsc
    an

    Meio ambiente

    Oito peixes de espécie em extinção são vistos em São Francisco do Sul em fenômeno raro; veja vídeo

    Peixes podem chegar a 2,40 metros de comprimento e viver por até 40 anos. Esta foi a primeira vez em 2021 que o raro fenômeno de agregação da espécie em extinção foi visto

    25/03/2021 - 06h28 - Atualizada em: 25/03/2021 - 07h17

    Compartilhe

    Patrícia
    Por Patrícia Della Justina
    Espécie pode chegar a 2,40 metros de comprimento
    Espécie pode chegar a 2,40 metros de comprimento
    (Foto: )

    Pesquisadores do projeto Meros do Brasil conseguiram avistar uma agregação reprodutiva de oito peixes da espécie meros em São Francisco do Sul, Litoral Norte catarinense. Esta foi a primeira vez em 2021; o registro foi feito na última semana. Segundo o projeto, a espécie está ameaçada de extinção e pode chegar a 2,40 metros de comprimento. 

    > Quer receber notícias de Joinville e Norte de SC por WhatsApp? Clique aqui

    A agregação é um fenômeno raro de ser observado e acontece no período de reprodução da espécie, durante o verão. No passado, as agregações chegavam a reunir centenas de meros, porém, com a pesca predatória, os números foram sendo reduzidos. Eles foram vistos, na última semana, durante a instalação de um receptor utilizado para monitoramento dos meros em São Francisco do Sul.

    Espécie pode chegar a 250 quilos e viver por 40 anos

    O projeto Meros do Brasil tem nove receptores de telemetria acústica instalados no litoral de Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Os receptores enviam informações sobre os peixes rastreados.

    Os meros monitorados pelo projeto possuem tamanhos entre 95 centímetros e 2,10 metros de comprimento e pesam até 250 quilos. 

    > Pesquisador do Projeto Meros do Brasil explica por que espécie está ameaçada de extinção

    Pertencente à família das garoupas e também conhecido como “Senhor das Pedras”, o mero (Epinephelus itajara) costuma agregar em recifes de mar aberto. Também são capazes de nadar por centenas de quilômetros para chegar ao local da agregação. 

    Podem viver por até 40 anos e, por serem dóceis, grandes e fiéis ao habitat, podem se tornar suscetíveis à pesca. Devido à destruição de seus habitats, sobrepesca e poluição, atualmente a espécie é considerada criticamente ameaçada de extinção e está protegida integralmente há 18 anos.

    > Laranja "gigante" é encontrada em quintal por moradora de Joinville

    Veja o vídeo:

    Como funciona o monitoramento

    A técnica de monitoramento consiste na implantação de um marcador (tag) ultrassônico por baixo da pele do animal, que emite um sinal sonoro detectado pelos aparelhos quando os animais estão próximos. Assim, é possível obter dados sobre a movimentação e migração dos peixes marcados entre esses pontos. 

    Pesquisadores defendem a importância das descobertas sobre padrões comportamentais importantes para a preservação das áreas de reprodução, que é um fator chave para a conservação da espécie.

    > Cobra come sapo, invade casa e se esconde no banheiro em Jaraguá do Sul; veja vídeo

    O projeto Meros do Brasil é patrocinado pela Petrobras desde 2006. Criado em 2002 por um grupo de pesquisadores de Santa Catarina, o projeto atua =em nove estados da costa do Brasil: Pará, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. 

    O objetivo é garantir a conservação dos ecossistemas marinhos e da espécie. Em 2020, o projeto passou a integrar a Rede Biomar para conservação marinha junto a outros cinco projetos, patrocinados pela Petrobras, referências na pesquisa e preservação do oceano pelo país: Albatroz, Baleia Jubarte, Coral Vivo, Golfinho Rotador e Tamar.

    Deixe seu comentário:

    Últimas notícias

    Loading... Todas de Esportes

    Colunistas