O ônibus com romeiros que capotou e deixou 15 mortos na manhã desta terça-feira (3), em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas, integrava um comboio da prefeitura de Coité do Nóia. A informação foi confirmada pelo prefeito do município, Bueno Higino Filho, que afirmou que todas as vítimas são naturais da cidade. As informações são do g1.
Continua depois da publicidade
Romeiros são peregrinos religiosos que viajam, a pé ou por outros meios, a santuários ou locais sagrados para pagar promessas, agradecer graças ou manifestar fé.
Segundo o prefeito, o veículo fazia parte de um comboio de 17 ônibus, com cerca de 800 fiéis, todos locados pela prefeitura, que retornavam da Romaria de Nossa Senhora das Candeias, em Juazeiro do Norte (CE). A romaria de Coité do Nóia vai à cidade cearense há 25 anos, segundo o prefeito.
— Pelo o que a gente apurou ele [o ônibus] sobrou na curva e capotou. Todos os ônibus foram locados pela prefeitura, todos novinhos, com ares-condicionados, tudo novo e teve essa fatalidade. Essa tragédia desgraçada. As pessoas já foram socorridas e já estão nos hospitais de Delmiro [Gouveia], Santana [do Ipanema] e São José da Tapera — afirmou Bueno Higino Filho.
Crianças estão entre os mortos
O acidente aconteceu em um trecho da rodovia AL-220, na região conhecida como “Curva do S”, no Distrito Caboclo. O ônibus transportava cerca de 60 pessoas. Entre os mortos estão cinco homens, sete mulheres e três crianças, segundo o Governo de Alagoas, que confirmou 15 óbitos.
Continua depois da publicidade
O Corpo de Bombeiros Militar e o Departamento Estadual de Aviação atuaram no resgate das vítimas. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as causas do acidente, e o governador Paulo Dantas decretou luto oficial de três dias no estado.
Eles não tiveram os nomes e idades divulgados. Os sobreviventes foram socorridos e encaminhados para unidades hospitalares da região, onde seguem recebendo atendimento médico.
“Vimos pessoas voando e gritando”, diz passageiro
O veículo capotou na via e saiu da pista na altura da chamada “curva do S”, considerado um trecho perigoso e com um histórico de acidentes. Testemunhas relatam que parte do veículo chegou a pegar fogo.
O assessor de comunicação de Coité do Nóia, Paulo Roberto, contou em relato à Folha de S. Paulo que estava no ônibus de número 6 e dos 17 que partiram do município para romaria ao santuário de Padre Cícero.
Continua depois da publicidade
— A gente parou num posto de gasolina. E o ônibus do acontecido andou mais um pouquinho na frente. A gente só veio ver o ônibus quando já estava acontecendo o fato. A gente só viu as capotadas, uma cena de terror, entendeu? Vimos pessoas voando, gritando — relatou.
Ele disse também que o grupo saiu às 21h30min de segunda-feira (2) de Juazeiro do Norte.
— Havia uma visibilidade boa, não tinha neblina, só estava um pouco escuro por conta do horário. Nós não queríamos sair à noite, mas foi um consenso — relatou.
A operação de resgate das vítimas envolveu equipes do Samu, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar. Aeronaves do Departamento Estadual de Aviação (DEA) também auxiliaram no transporte das vítimas.

