Presença quase obrigatória nas padarias e nas mesas dos brasileiros, o pão francês é um dos alimentos mais consumidos no café da manhã. Mas, apesar do sabor e da praticidade, nutricionistas apontam alternativas mais leves e nutritivas, em especial as versões integrais de pães como o sírio (também conhecido como pão árabe ou pita), que oferecem mais fibras, melhor controle da glicemia e mais saciedade ao longo do dia.
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Outra opção bastante recomendada é o pão 100% integral. Diferente das versões refinadas, ele preserva os nutrientes do grão e oferece carboidratos complexos, vitaminas do complexo B e minerais essenciais para começar o dia com energia mais estável.

Pão sírio: o que muda na composição
Um dos principais pontos de comparação é a composição. O pão sírio (originário do Oriente Médio e também chamado de pão árabe ou pita) costuma ser feito apenas com farinha de trigo, água, sal e fermento, sem a adição de açúcares, gorduras hidrogenadas ou conservantes, segundo o nutricionista Guilherme Lopes, do grupo Mantevida, em entrevista ao site Minha Vida. Isso, somado ao formato fino e achatado, faz com que tenha menor densidade calórica por unidade do que o pão francês tradicional. A média gira em torno de 165 calorias em uma unidade média do pão sírio, contra 150 calorias por unidade do pão francês.
O ponto mais relevante, no entanto, está nas fibras: quando feito com farinha integral, o pão sírio passa a ter uma quantidade significativa de fibras alimentares, importantes para o funcionamento do intestino e para a sensação de saciedade prolongada, conforme explicam profissionais ouvidos por entidades médicas. Isso pode contribuir para evitar excessos ao longo do dia.
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Índice glicêmico e energia estável
Outra vantagem do pão sírio integral é o índice glicêmico mais baixo do que o do pão francês. Alimentos com menor índice glicêmico ajudam a evitar picos de açúcar no sangue, importantes para manter a energia estável e prevenir, no longo prazo, problemas como resistência à insulina e diabetes tipo 2.
O pão francês, por ser feito majoritariamente com farinha refinada, tem índice glicêmico mais alto, o que pode provocar variações rápidas na glicose. Isso não significa, no entanto, que o pão francês seja vilão: nutricionistas reforçam que ele pode ser consumido com moderação, em especial se acompanhado de uma fonte de proteína (como ovos) e gorduras boas, que ajudam a equilibrar a carga glicêmica da refeição.
Combinações mais vantajosas
A recomendação dos especialistas vai além de simplesmente trocar o pão. Combinar essas opções com proteínas magras, frutas e gorduras boas transforma o café da manhã em uma refeição completa e funcional. O Dia do Pão, comemorado em 16 de outubro, costuma ser oportunidade para nutricionistas reforçarem que a combinação clássica de pão com ovo melhora o valor nutricional de qualquer pão, independentemente do tipo.
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O pão sírio integral pode ainda ser usado como base para refeições mais equilibradas em outros momentos do dia, como wraps recheados com vegetais, proteínas magras e pastas naturais, facilitando a inclusão de ingredientes nutritivos na rotina.
Já o pão francês, quando consumido com manteiga, embutidos como presunto, mortadela e peito de peru, ou margarina, pode aumentar significativamente a ingestão de gorduras saturadas e sódio, exatamente o ponto que os profissionais costumam sinalizar como crítico.
Atenção aos rótulos
Vale lembrar que nem todo pão vendido como integral é, de fato, integral. No Brasil, não há legislação específica que defina o percentual mínimo de grãos integrais para o produto receber esse rótulo. Diferentemente dos Estados Unidos, onde se exige no mínimo 51% de grãos integrais, no Brasil o jeito é ler a lista de ingredientes e procurar por “farinha de trigo integral” entre os primeiros itens, e não simplesmente confiar no nome do produto.
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Com isso, fica claro que o pão não precisa ser cortado da rotina do brasileiro. Mas escolhas como o pão sírio integral, o pão 100% integral e mesmo opções como a tapioca são alternativas inteligentes para variar o cardápio, mantendo o café da manhã saboroso e mais alinhado às recomendações nutricionais.
Por Henrique Moraes

