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Polícia Federal

Operação Alcatraz: investigação sobre fraudes e desvio de recursos começou há dois anos

PF identificou crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ação ocorre em SC e SP

30/05/2019 - 12h13 - Atualizada em: 30/05/2019 - 16h52

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Clarissa
Por Clarissa Battistella
Ação desta quinta-feira faz parte de uma investigação iniciada em 2017

A Polícia Federal (PF) deu detalhes sobre o cumprimento de 11 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (30) em Santa Catarina e São Paulo, durante a Operação Alcatraz. A ação faz parte de uma investigação iniciada em 2017. A polícia apura fraudes em licitações e desvio de recursos públicos. No decorrer das investigações foram identificados crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

A identidade dos investigados não foi divulgada pela PF, mas entre os alvos estão empresários responsáveis por prestação de serviço de mão de obra terceirizada e do ramo de tecnologia, advogados e servidores públicos.

Também foi confirmado que um dos mandados cumpridos na manhã desta quinta foi na casa do presidente da Assembleia Legislativa (Alesc), Julio Garcia. A assessoria de imprensa do deputado estadual preferiu não comentar o assunto antes de tomar conhecimento da investigação.

Segundo o delegado Igor Irigon Gervini, durante os quase dois anos de apuração, entre fevereiro de 2017 e outubro de 2018, foi identificada fraude em mais de 15 contratos no âmbito da Secretaria da Administração do Estado de Santa Catarina (SEA/SC) e, também, em quatro contratos com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI/SC).

— Nessa dinâmica, e dentro desse cenário, houve uma representação policial em outubro do ano passado pedindo algumas medidas, especialmente para cessar a ação de alguns agentes suspeitos e para reparar o erário que já tinha sido identificado.

Em relação aos recursos financeiros públicos o prejuízo estimado é de R$ 25 milhões na SEA aproximadamente, entre fraudes que iniciaram em 2009 e cessaram apenas no ano anterior, com a medida policial. Já na Epagri se apurou que o valor do prejuízo giraria em torno dos R$ 3 milhões.

— Representamos pelo bloqueio de valores de 21 pessoas físicas e jurídicas, até o limite de R$ 66 milhões. Além disso houve a representação pelo sequestro de seis imóveis de alto padrão, 10 veículos e duas motos aquáticas.

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