Eram umas 18h desta quinta-feira (15) quando escutei o barulho de um acidente e um grito em plena Rua das Missões, no bairro Ponta Aguda:
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— Segura ele ali — apontava um homem em direção a uma moto elétrica que transitava sentido Rua 2 de Setembro.
Tinha sido um atropelamento. Dois ciclistas foram atingidos embaixo da Ponte de Ferro. Com o fone de ouvido estourando os tímpanos, o adolescente que pilotava a moto elétrica nem havia se ligado do que tinha se passado.
O abordei na Rua das Missões e perguntei se ele tinha visto o que tinha acontecido. Ele disse que não. Perguntei se ele estava de fone. Respondeu que sim. Desviou de mim com uma cara de assustado e continuou a trajetória pela Rua das Missões.
No local do acidente, os dois ciclistas se contorciam de dor e mostravam os machucados. Um agente da Guarda Municipal de Trânsito a bordo de uma bicicleta chega a passar e pergunta o que ocorreu. Não consegui descobrir o desfecho da história.
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Fato é que o que aconteceu ali poderia, sim, ter terminado em tragédia. Mas ambos escaparam. A irresponsabilidade deste condutor — e de tantos outros — é o que coloca as motos elétricas e outros veículos autopropelidos sempre no centro de polêmicas. Já houve mortes em Itapema, em Balneário Camboriú, em Brusque. Aqui na nossa cidade, ainda não.
Para que continuemos zerados neste indicador, é importantíssimo que aqueles que pilotam as motos elétricas saibam que não são intocáveis e, mais do que isso: que precisam também respeitar as regras de trânsito. Motociclistas e motoristas, por exemplo, não podem conduzir usando fones de ouvido. É multa, com perda de 4 pontos na carteira. Adivinha o porquê? Porque os fones bloqueiam sons como de buzinas, sirenes e outros avisos de trânsito — ou, neste caso que flagrei, bloqueiam o fato de você ter atropelado duas pessoas e nem sequer ter percebido a besteira que fez.
O fone de ouvido é um inimigo do trânsito seguro. O gurizão ali, aparentemente, não sabia disso.
Em paralelo, é preciso manter as fiscalizações a esse tipo de veículo que se reproduziu como coelhinhos pelas ruas de Blumenau, de Santa Catarina e de todo Brasil. Abordar, fiscalizar, conscientizar e punir os infratores é essencial.
Ainda não tivemos mortes envolvendo motos elétricas em Blumenau. E isso precisa continuar assim.
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