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    Organizadas do Avaí e Figueirense debatem atos contra racismo e fascismo

    Após envolvimento de torcidas em protestos de São Paulo, entidades de Santa Catarina analisam a participação

    03/06/2020 - 10h30

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    Por Carolina Marasco
    Torcidas de SC falam sobre atos
    Torcidas de SC falam sobre atos
    (Foto: )

    A Avenida Paulista tornou-se um grande campo para que as torcidas organizadas de times como Corinthians e Palmeiras brigassem pela democracia. Porém, no dia 31 de maio deste ano, ambas as organizadas - Gaviões da Fiel e Mancha Verde – entraram na luta juntas, diferentemente do que acontece no futebol. Em Santa Catarina, grupos de torcedores do Avaí e Figueirense debateram e dividiram-se sobre a opinião de participar de possíveis novos protestos.

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    Tanto do lado do Figueirense quanto do lado do Avaí, os grupos que conversaram com a reportagem mostram-se divididos. Segundo os representantes, há integrantes que mostram posicionamentos contra e a favor da participação de organizadas nos protestos. Descartando o lado político, alvinegros e azurros concordam em uma mesma luta: não vão aceitar o racismo e pretendem organizar campanhas antirracistas.

    Como pensam as organizadas do Figueirense

    O diretor administrativo da organizada Gaviões Alvinegros, Artur Medeiros, disse ser totalmente favorável aos protestos, porém disse que este posicionamento é pessoal. Como os grupos da torcida estão em debate, ele afirma que ainda não pode falar por toda a torcida. Segundo ele, após os atos em São Paulo, diversas torcidas do Sul do país estão articulando-se para analisar o posicionamento caso novos atos aconteçam.

    – Recebemos comentários de todo o Sul. Como na sociedade, temos todos lados nas organizadas, na verdade as torcidas refletem o que vemos nela. Por isso, temos de tudo. Porém, há grupos antifascistas que estão se organizando. Mas, ainda não posso afirmar que terá em Santa Catarina – analisou Artur.

    Em outra torcida organizada do Figueirense, a Choppgueira, a ação contra o racismo já está sendo até planejada. De acordo com Leonardo Kamers, presidente da organizada, os integrantes estão organizando uma campanha de venda de máscaras, com símbolos antirracistas, para mobilizar os torcedores.

    O objetivo da organizada é comercializar as máscaras e reverter os valores para instituições de Santa Catarina. Os valores arrecadados na primeira comercialização de camisetas serão doados ao Hospital Infantil de Florianópolis, segundo Leonardo.

    Como pensam as organizadas do Avaí

    No lado do Avaí, o discurso também é de neutralidade. A torcida Mancha Azul explica através do diretor administrativo José Carlos Silva Junior, que não irá impor o posicionamento de torcedores em questões políticas. Como torcida, eles ainda explicam que não filtram associados por direcionamento político e que pretendem manter-se neutros em protestos com vertentes políticas.

    – Não podemos impor que os associados tomem partido por lado A ou B referente à política partidária. Cada um possui sua ideologia, sua vertente, temos pessoas ligadas a partidos e movimentos de todas as vertentes dentro da torcida, que se respeitam e sabem que o objetivo da nossa existência é apoiar o Avaí. Entendemos a importância e não abrimos mão de viver dentro de um estado democrático de direito, até porque fora desse estado nós não existiremos – disse José Carlos em nota.

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    Porém, como ação frente às dificuldades da pandemia, a Mancha Azul diz estar preocupada com a situação de famílias em vulnerabilidade. Por isso, fazem questão de continuar contribuindo com 300 grupos familiares neste momento, colocando a solidariedade como o posicionamento.

    Outra torcida que também preferiu adotar a postura de neutralidade é a Avaíxonadas, presidida por Arleni Antonia Lapa. Para o grupo, as manifestações políticos em meio á pandemia do novo coronavírus serviriam apenas para gerar conflitos e que, embora sejam pacíficas, não contarão com a participação do grupo devido a divergência de opiniões sobre o tema entre as torcedoras.

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