A rotina da jovem agricultora Moira é abalada pela aparição de um agroglifo em sua pequena fazenda, onde vive com Ivete, sua mãe octogenária fascinada pelo universo extraterrestre. O evento desperta a curiosidade da vizinhança e provoca o inesperado reencontro com a irmã Cecília e o irmão Maurício, forçando o enfrentamento tanto da distância que cresceu entre a família quanto do inevitável envelhecimento da matriarca.

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Essa é a história do filme “Um Dia Extraordinário”, assinado pela premiada diretora Cíntia Domit Bittar (Virtuosas, 2025;  Baile, 2019), que será exibido para milhões de espectadores num circuito que engloba a TV Globo (Tela Quente, Cine BBB), NSC TV (afiliada Globo em Santa Catarina), Globoplay, além de eventuais sessões especiais no cinema.

Confira as datas já confirmadas de exibição

  • 24 de Janeiro: NSC TV, às 15h20min
  • 24 a 31 de Janeiro: Globoplay
  • Fevereiro: TV GLOBO, no CineBBB e Tela Quente

Os bastidores do filme

As filmagens se deram entre agosto e setembro de 2025, nas cidades de Abelardo Luz, Bom Retiro e Florianópolis, com locações variadas que trazem a diversidade de paisagens catarinenses. O roteiro também é assinado pela diretora Cíntia, co-escrito com Maria Augusta V. Nunes. A produção é encabeçada por Ana Paula Mendes, numa equipe formada por talentos locais.

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O elenco também é catarinense, e traz Alana Bortolini, Margarida Baird, Paula Braun, Valdir Grillo, Sarah Motta, Emilly Vicente e Andres Prestes interpretando personagens principais, contando também com grande elenco coadjuvante, com atrizes e atores das próprias cidades das gravações. 

— Eu gosto muito da mistura de gêneros narrativos. Adoro quando começo a assistir a um filme e ele me leva para outro lugar, sem nenhum aviso além de pistas sutis. Em “Um Dia Extraordinário”, resolvi partir de um agroglifo, que é um símbolo já muito conhecido do universo da ficção científica. E então desenrolar a trama para um drama familiar num tom agridoce, ao qual costumo recorrer para explorar grandes temas por meio da sutileza. O elemento de ficção científica, portanto, não é o tema, mas o catalisador — afirma a diretora.

Ela explica, ainda, ter empregado uma direção intimista e em busca da emoção de cada cena, equilibrando elementos universais com aqueles que reverberam a identidade catarinense.

— O desafio foi evitar as obviedades e construir a representatividade nas sutilezas dos cenários, dos objetos, na maneira de agir das personagens. Foi uma produção bastante desafiadora em diversos sentidos, desde a concepção do projeto até a execução, que envolveu muitas viagens, deslocamentos nas filmagens, mudanças climáticas abruptas e, claro, criar um agroglifo gigante no meio de uma plantação no interior do Estado. A dedicação e o talento da nossa equipe, assim como do elenco, estão expressos nesse filme, que nos orgulha muito. Tenho certeza, emocionará o público — pontua a produtora Ana Paula Mendes.

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O sotaque presente no filme é o do Meio-Oeste catarinense, região de origem de parte da equipe, incluindo Cíntia e a atriz Alana Bortolini.

— É uma satisfação enorme levar esse sotaque para todo o Brasil, que, inclusive, é o meu sotaque, apesar de que nas áreas rurais ele aparece mais carregado e eu e Alana crescemos numa área urbana, no centro de Caçador. É fundamental que os mais diversos Brasis estejam nas telas, à frente e atrás das câmeras. A pluralidade é a nossa riqueza, e um cinema independente verdadeiramente nacional contribui para uma visão mais realista e complexa sobre quem somos — afirma a diretora.

A coprodução da Novelo Filmes com a Globo Filmes, tem também o apoio da NSC TV. A obra integra o projeto de Telefilmes da TV Globo, uma iniciativa da emissora em parceria com suas afiliadas e a Globo Filmes, que seleciona, desenvolve e coproduz histórias locais com produtoras independentes de diversos estados do país.

— A produção audiovisual catarinense é muito rica e a NSC tem em sua essência a valorização do conteúdo local. “Um Dia Extraordinário” vai emocionar o público de todo o Brasil com uma história muito próxima do que várias famílias vivenciam. O filme traz para o centro os vínculos familiares — afirma Romí de Liz, Head de Comunicação e Programação da NSC.

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O elenco principal

Alana Bortolini (Moira), Margarida Baird (Ivete), Paula Braun (Cecília), Valdir Grillo (Maurício), Sarah Motta (Lu), Emilly Vicente (Bruna) e Andres Prestes (Joca).

A equipe principal

Argumento e Direção: Cíntia Domit Bittar
Roteiro: Cíntia Domit Bittar, Maria Augusta V. Nunes
Supervisão Artística: Luiz Henrique Rios
Produção Executiva: Ana Paula Mendes
Produção Associada: Maria Augusta V. Nunes, Estevão Meneguzzo
Direção de Produção: Tati Tanaka
1º Assistente de Direção: Leonardo Gatti

Direção de Fotografia: André Carvalheira, ABC
Montagem: Cíntia Domit Bittar
Direção de Arte: Dicezar Leandro
Figurino: César Martins
Maquiagem: Baby Marques
Som Direto: Daniel Becker
Desenho de Som e Mixagem: Tiago Bello

Diretora é uma das principais cineastas do Sul do Brasil

Cíntia Domit Bittar (1986) é uma das principais cineastas do Sul do Brasil e uma das mais proeminentes no cenário nacional contemporâneo, com uma filmografia consistente e premiada, reconhecida tanto pela crítica quanto pelo público do cinema independente brasileiro. É também ativista e tem atuação destacada na pauta da política audiovisual nacional.

Cíntia cresceu no interior de Santa Catarina, em Caçador, e vive em Florianópolis desde 2002, ou seja, desde seus 16 anos. Formou-se em Cinema (Unisul, 2007), iniciou a carreira como montadora e fundou a Novelo Filmes (2010), produtora independente de sócias mulheres, onde trabalha também como produtora, diretora, montadora e roteirista.

Em 2025, seu primeiro longa-metragem de ficção “Virtuosas” estreou em festivais e ganhou o 3º Prêmio Netflix na 49º Mostra Int’l de Cinema em São Paulo, e será distribuído para mais de 190 países através da plataforma de streaming. O filme também foi o primeiro catarinense a competir na Premiére Brasil de Longas de Ficção do Festival do Rio e venceu o prêmio Goes to Cannes Award no Marché du Film (Festival de Cannes, França) quando estava ainda em finalização. O programa é vitrine para filmes em pós-produção com potencial artístico e comercial.

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Veja fotos da produção de “Virtuosas”

Assina a criação e direção da série “Quero Ser Veg”, que estreou na TV Brasil em janeiro e fez história como a primeira série sobre veganismo na TV aberta brasileira. Atualmente, está com três novas obras em pós-produção: o longa “Casarão”; o telefilme “Um Dia Extraordinário”, em coprodução com a Globo Filmes; e o documentário “Gugie”, sobre a artista plástica Gugie Cavalcanti, autora do painel da Antonieta de Barros no Centro de Florianópolis. Como diretora, está com dois projetos em pré-produção: os longas “A Grande Dívida” (documentário) e “Recanto” (ficção).

Construiu sua trajetória com forte presença em festivais de cinema a partir de curtas-metragens premiados no Brasil e no exterior como seu primeiro, “Qual Queijo Você Quer?” (Melhor Curta no Festival do Rio 2011), viabilizado através do edital do Funcine Florianópolis 2010, vencedor de mais de 50 prêmios; e seu mais recente, “Baile” (Melhor Curta no  60º FICCI, qualificado ao Oscar 2021 e finalista do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro). 

Cíntia é a primeira catarinense a compor o Conselho Superior de Cinema (MinC) como titular, exercendo os mandatos 2023-2025 e 2025-2027. Integrou a chapa fundadora da API – Associação das Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro, onde esteve na diretoria por três mandatos (2019-2024). Está Vice-presidenta do Santacine – Sindicato da Indústria Audiovisual de SC (segundo mandato). É Integrante do + Mulheres Lideranças do Audiovisual Brasileiro. É membra fundadora da elaSCine – Mulheres do Audiovisual Catarinense. Atuou como Conselheira no Conselho Municipal de Política Cultural de Florianópolis, na cadeira do Audiovisual, de 2018 a 2021.

A Novelo Filmes

A Novelo Filmes é uma produtora audiovisual independente brasileira, liderada por mulheres, criada e sediada em Florianópolis desde 2010. Em 2025, a empresa completa 15 anos de trajetória com importantes conquistas. O longa-metragem “Virtuosas” estreou em festivais e foi vencedor do 3º Prêmio Netflix na 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, após ter recebido o Goes to Cannes Award, no Marché du Film (Festival de Cannes), ainda em fase de finalização. A série “Quero Ser Veg” estreou na TV Brasil e marcou a história como a primeira série sobre veganismo exibida na TV aberta brasileira.

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No mesmo período, a produtora realizou as filmagens de duas novas obras atualmente em pós-produção: o longa “Casarão” e o telefilme “Um Dia Extraordinário”, este em coprodução com a Globo Filmes. O ano marca uma forte retomada após os desafios enfrentados desde 2018, comuns a muitas produtoras independentes brasileiras, em razão do desmonte das políticas públicas para o setor e, posteriormente, da pandemia.

A trajetória da Novelo Filmes foi construída com sólida presença em festivais de cinema, a partir de curtas-metragens como “Qual Queijo Você Quer?” (Melhor Curta no Festival do Rio 2011); “Apenas o que você precisa saber sobre mim” (Prix CCAS du court-métrage – Prix des Électriciens Gaziers no Festival CINÉLATINO – Rencontres de Toulouse 2018); e “Baile” (Melhor Curta no 60º FICCI, qualificado ao Oscar 2021), que, assim como “Nonna”, foi finalista do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. A produtora acredita no curta-metragem como um formato potente e estratégico e possui atualmente dois novos curtas em pré-produção: “Monumento Barbárie” e “Marolha e Periágua”.

A Novelo atua tanto com ficção quanto com documentário, sempre em busca de histórias marcantes, independentemente do gênero. Atualmente, desenvolve dois longas documentais: “Gugie”, em pós-produção, e “A Grande Dívida”, coprodução com a Exato Segundo e a produtora uruguaia Mother Superior. A empresa também realiza ações formativas voltadas ao audiovisual por meio do selo Novelo Encontros, que recentemente passou a oferecer consultoria especializada por meio da iniciativa noveloLAB.

Comprometida com o fortalecimento da indústria audiovisual independente, a Novelo Filmes atua de forma ativa e engajada na defesa das políticas públicas para o setor. A produtora é empresa membra da API – Associação das Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro, na qual a sócia Ana Paula integrou a diretoria provisória e a sócia Cíntia Domit Bittar integrou a diretoria fundadora, atuando por três mandatos. Também é membra do Santacine – Sindicato da Indústria Audiovisual de Santa Catarina, onde Cíntia exerce atualmente seu segundo mandato como vice-presidenta.

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O objetivo da Novelo Filmes é realizar obras com forte potencial artístico, capazes de dialogar com o público, emocionar e entreter, desenrolando o novelo até a outra ponta do fio: o espectador.

Tudo sobre os Telefilmes Regionais da TV Globo

A partir de segunda-feira (19), o público da TV Globo está conhecendo histórias que celebram a diversidade cultural do Brasil. O projeto Telefilmes Regionais, que ganha uma nova janela de exibição em 2026, traz produções no formato de ficção com até 50 minutos de duração, gravadas em sete estados brasileiros (Bahia, Espírito Santo, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo) e no Distrito Federal.

Obras originais criadas em parceria com afiliadas e regionais da TV Globo, cada telefilme é um retrato autêntico das tradições, sotaques e expressões culturais de diferentes regiões do país, contando com equipes e elencos formados por talentos locais.  

 As histórias serão exibidas no Cine BBB, dentro do ‘Big Brother Brasil’ e, ainda, às segundas-feiras, no Tela Quente. Para Gabriel Jacome, diretor de gestão e conteúdo da TV Globo, o projeto Telefilmes Regionais é parte central da estratégia da TV Globo para produzir e mostrar “histórias do Brasil para brasileiros”.

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— O Brasil é diverso e profundamente criativo. Ao produzir telefilmes com equipe e elenco local, colocamos essas identidades no centro da narrativa, gerando impacto cultural, conexão genuína com o público e novas oportunidades para talentos regionais brilharem em escala nacional. São histórias que nascem do olhar específico de uma região, mas dialogam com o país inteiro, mostrando que a potência narrativa brasileira está presente em todos os lugares, em cada cidade, em cada voz — assinala.   

A iniciativa estimula a economia criativa, promove a diversidade e reforça o compromisso da Globo com o fortalecimento do audiovisual brasileiro.

— Esse projeto para gente é muito querido e especial, passamos o ano debruçados nele, e não existe nenhum estado de que não vamos falar, nós queremos falar de todos os estados. Além de estar no BBB, a gente dá esse espaço no ‘Tela Quente’, que é nosso lugar mais premium em cinema. Ano passado os telefilmes regionais foram vistos por mais de 45 milhões de pessoas, exibidos no mesmo patamar dos blockbusters internacionais e, nesse sentido, para a gente os telefilmes têm uma importância singular já que estamos falando de Brasil — aponta Verônica Nunes, gerente de curadoria e conteúdo da TV Globo.