A família de um morador de Joinville, um homem de 24 anos, denuncia as condições do atendimento na internação do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, em Joinville. O paciente permaneceu quase 24 horas internado em uma cadeira de rodas e decidiu assinar a própria alta na tarde de quarta-feira (4), conforme familiares.
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Segundo a Direção do Hospital Regional, o paciente recebeu pronto atendimento ao chegar na unidade na terça-feira (3), quando chegou às 18h18min e foi atendido às 18h30min pelo cirurgião do setor. O paciente ficou aos cuidados da equipe de Urologia, realizou exames, recebeu medicações e na quinta-feira (5), às 05h46min, teria optado por ir embora. (Confira a nota do Hospital, na íntegra, abaixo).
Relato de familiar
Conforme uma familiar do paciente, ele procurou atendimento, inicialmente, no Pronto Atendimento do bairro Aventureiro ainda na terça-feira (3). De lá, foi encaminhado no mesmo dia de ambulância até o Hospital Regional. Uma familiar conta que ele foi logo internado, mas passou todo o tempo em uma cadeira de rodas no pronto-socorro.
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— Ele passou a noite numa cadeira de rodas. E à noite deram só um chá com bolacha [para ele comer], pela manhã não deram café pra ele e falaram que ele tinha exame para fazer, mas só enrolaram. Ele tava com bastante dor numa região sensível, tava fazendo ultrassom, tomografia, mas não se aguentou lá e acabou assinando o papel para ir embora — conta a familiar.
Ainda conforme ela os exames que o paciente realizou apontaram infecção na bexiga e no sangue.
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— O caso dele é de cirurgia. O residente falou que estavam discutindo a situação dele com o médico geral, um urologista, pois era sério. Só que ontem [quarta-feira (4)] falaram que ele ia fazer exame, mas não foi realizado. Ele com dor, e em uma cadeira de rodas, acabou não aguentando ficar lá e saiu — detalha.
Em nota, a direção do Hospital Regional informou que o paciente deu entrada na emergência na terça-feira (3), às 18h18min, e foi atendido às 18h39min pelo cirurgião do setor. Ele foi internado aos cuidados da equipe de Urologia, ainda no pronto-socorro, e realizou exames de imagem e laboratoriais.
Ele também foi medicado, mas de acordo com a família optou por ir embora por volta das 17h30min de quarta-feira (4). No entanto, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que a alta foi registrada no sistema apenas às 5h46min desta quinta-feira (5).
Lotação dos hospitais de Joinville
Nesta quinta-feira (5), o Hospital Regional Hans Dieter Schmidt está com 97,50% dos leitos de UTI ocupados. Isso significa que apenas um leito está disponível — conforme atualização da SES feita às 13h. Já na enfermaria da unidade, também há apenas um leito disponível.
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De acordo com a SES, o hospital é referência em áreas estratégicas como Cardiologia, Cirurgia Cardiovascular e Vascular, Cirurgia Bariátrica, Infectologia e Psiquiatria para as regiões Norte e Nordeste do Estado.
“Em razão desse perfil assistencial e da abrangência regional, a unidade mantém fluxo intenso e contínuo de pacientes, especialmente em especialidades de média e alta complexidade”, afirmou a secretaria em nota.
A pasta ainda ressaltou que os pacientes são atendidos conforme classificação de risco e que o funcionamento e a ocupação do hospital são acompanhados de forma contínua junto com a direção da unidade.
No Hospital Municipal São José, outra unidade de referência e gerido pelo município de Joinville, a ocupação alcançou 100% nesta quinta, sem camas disponíveis para novos pacientes. No caso da enfermaria, ainda há sete leitos disponíveis, de 226 ativos no momento.
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No Hospital Bethesda, na zona Norte do município, apenas um leito de UTI está disponível, enquanto a enfermeira está totalmente ocupada.
Com relação às unidades de Pronto Atendimento (UPAs e PAs), a Prefeitura de Joinville informou que as equipes médicas estão completas e o movimento é acompanhado pela Secretaria Municipal de Saúde.
“Na UPA Sul, o movimento é considerado acima da normalidade, com tempo médio de espera de 1h40 para atendimento clínico. Já na UPA Leste e no PA Norte o movimento é considerado dentro da normalidade, com tempo médio de espera de dez minutos para atendimento clínico”, afirmou a prefeitura.
Confira a nota da SES na íntegra
“A Superintendência dos Hospitais Públicos Estaduais informa que acompanha e monitora de forma permanente a situação assistencial do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt (HRHDS) e de todos de administração direta e com porta aberta. O hospital é referência em áreas estratégicas como Cardiologia, Cirurgia Cardiovascular e Vascular, Cirurgia Bariátrica, Infectologia e Psiquiatria para as regiões Norte e Nordeste do Estado. Em razão desse perfil assistencial e da abrangência regional, a unidade mantém fluxo intenso e contínuo de pacientes, especialmente em especialidades de média e alta complexidade.
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O Hospital Regional de Joinville, atende a todas as pessoas que procuram a unidade no sistema porta aberta, com Pronto Socorro 24 horas, recebendo e acolhendo pacientes de diversas especialidades clínicas e cirúrgicas, além de unidades de terapia intensiva.
Cabe ressaltar que após anos de abandono o Hospital reformou a Emergência e, atualmente, passa por obras na Cardiologia, que há mais de 20 anos não recebia melhorias. O Estado investirá R$ 8,7 milhões para modernizar a estrutura e aumentar a capacidade do setor com ampliação de 42 leitos, fortalecendo o atendimento à população. Essas ações são necessárias para uma melhor condição de atendimento.
O Governo de Santa Catarina tem investido na melhoria das estruturas, com mais de 70 hospitais passando por obras no estado, proporcionando ampliação de serviço, mais atendimento e conforto aos pacientes. Além disso, tem realizado investimentos nos municípios para melhorar ainda mais os serviços da Atenção Primária e Especializada por meio do Programa Santa Catarina Levado a Sério.
A Direção do HRHDS informa que o paciente deu entrada na emergência na terça-feira, 3 de março, às 18h18, e foi atendido às 18h39 pelo cirurgião do setor. Foi internado aos cuidados da equipe de Urologia, realizou exames de imagem e laboratoriais, recebeu medicações e, na quinta-feira, 5, às 5h46, optou por ir embora.
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A direção informa que todos os pacientes são atendidos conforme classificação de risco. Além disso, reforça que grande parte dos atendimentos registrados na Emergência refere-se a casos de menor gravidade, que poderiam ser resolvidos em unidades de pronto atendimento (UPAs).
O funcionamento e a ocupação do hospital é acompanhada de forma contínua entre a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a direção, assegurando o equilíbrio no atendimento e a manutenção da qualidade dos serviços prestados à população.”







