A família de Bruno dos Santos Barbosa, de 24 anos, denuncia a demora do atendimento no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, em Joinville. O paciente aguardou quase 24 horas em uma cadeira de rodas e decidiu assinar a própria alta na tarde de quarta-feira (4), conforme familiares.
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Bruno procurou atendimento, inicialmente, no Pronto Atendimento do bairro Aventureiro ainda na terça-feira (3). De lá, foi encaminhado no mesmo dia de ambulância até o Hospital Regional. A irmã dele, Eduarda Luane dos Santos Sezerino, conta que Bruno foi logo internado, mas passou todo o tempo em uma cadeira de rodas no pronto-socorro. A Superintendência dos Hospitais Públicos Estaduais confirmou a informação.
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— Ele passou a noite numa cadeira de rodas. E à noite deram só um chá com bolacha [para ele comer], pela manhã não deram café pra ele e falaram que ele tinha exame para fazer, mas só enrolaram. Ele tava com bastante dor numa região sensível, tava fazendo ultrassom, tomografia, mas não se aguentou lá e acabou assinando o papel para ir embora — conta Eduarda.
Conforme a irmã, os exames que Bruno realizou apontaram infecção na bexiga e no sangue.
— O caso dele é de cirurgia. O residente falou que estavam discutindo a situação dele com o médico geral, um urologista, pois era sério. Só que ontem [quarta-feira (4)] falaram que ele ia fazer exame, mas não foi realizado. Ele com dor, e em uma cadeira de rodas, acabou não aguentando ficar lá e saiu — detalha a irmã.
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Em nota, a direção do Hospital Regional informou que o paciente deu entrada na emergência na terça-feira (3), às 18h18min, e foi atendido às 18h39min pelo cirurgião do setor. Bruno foi internado aos cuidados da equipe de Urologia, ainda no pronto-socorro, e realizou exames de imagem e laboratoriais.
Ele também foi medicado, mas de acordo com a família optou por ir embora por volta das 17h30min de quarta-feira (4). No entanto, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que a alta foi registrada no sistema apenas às 5h46min desta quinta-feira (5).
Lotação dos hospitais de Joinville
Nesta quinta-feira (5), o Hospital Regional Hans Dieter Schmidt está com 97,50% dos leitos de UTI ocupados. Isso significa que apenas um leito está disponível — conforme atualização da SES feita às 13h. Já na enfermaria da unidade, também há apenas um leito disponível.
De acordo com a SES, o hospital é referência em áreas estratégicas como Cardiologia, Cirurgia Cardiovascular e Vascular, Cirurgia Bariátrica, Infectologia e Psiquiatria para as regiões Norte e Nordeste do Estado.
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“Em razão desse perfil assistencial e da abrangência regional, a unidade mantém fluxo intenso e contínuo de pacientes, especialmente em especialidades de média e alta complexidade”, afirmou a secretaria em nota.
A pasta ainda ressaltou que os pacientes são atendidos conforme classificação de risco e que o funcionamento e a ocupação do hospital são acompanhados de forma contínua junto com a direção da unidade.
No Hospital Municipal São José, outra unidade de referência e gerido pelo município de Joinville, a ocupação alcançou 100% nesta quinta, sem camas disponíveis para novos pacientes. No caso da enfermaria, ainda há sete leitos disponíveis, de 226 ativos no momento.
No Hospital Bethesda, na zona Norte do município, apenas um leito de UTI está disponível, enquanto a enfermeira está totalmente ocupada.
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Com relação às unidades de Pronto Atendimento (UPAs e PAs), a Prefeitura de Joinville informou que as equipes médicas estão completas e o movimento é acompanhado pela Secretaria Municipal de Saúde.
“Na UPA Sul, o movimento é considerado acima da normalidade, com tempo médio de espera de 1h40 para atendimento clínico. Já na UPA Leste e no PA Norte o movimento é considerado dentro da normalidade, com tempo médio de espera de dez minutos para atendimento clínico”, afirmou a prefeitura.
Confira a nota da SES na íntegra
“A Superintendência dos Hospitais Públicos Estaduais informa que acompanha e monitora de forma permanente a situação assistencial do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt (HRHDS) e de todos de administração direta e com porta aberta. O hospital é referência em áreas estratégicas como Cardiologia, Cirurgia Cardiovascular e Vascular, Cirurgia Bariátrica, Infectologia e Psiquiatria para as regiões Norte e Nordeste do Estado. Em razão desse perfil assistencial e da abrangência regional, a unidade mantém fluxo intenso e contínuo de pacientes, especialmente em especialidades de média e alta complexidade.
O Hospital Regional de Joinville, atende a todas as pessoas que procuram a unidade no sistema porta aberta, com Pronto Socorro 24 horas, recebendo e acolhendo pacientes de diversas especialidades clínicas e cirúrgicas, além de unidades de terapia intensiva.
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Cabe ressaltar que após anos de abandono o Hospital reformou a Emergência e, atualmente, passa por obras na Cardiologia, que há mais de 20 anos não recebia melhorias. O Estado investirá R$ 8,7 milhões para modernizar a estrutura e aumentar a capacidade do setor com ampliação de 42 leitos, fortalecendo o atendimento à população. Essas ações são necessárias para uma melhor condição de atendimento.
O Governo de Santa Catarina tem investido na melhoria das estruturas, com mais de 70 hospitais passando por obras no estado, proporcionando ampliação de serviço, mais atendimento e conforto aos pacientes. Além disso, tem realizado investimentos nos municípios para melhorar ainda mais os serviços da Atenção Primária e Especializada por meio do Programa Santa Catarina Levado a Sério.
A Direção do HRHDS informa que o paciente deu entrada na emergência na terça-feira, 3 de março, às 18h18, e foi atendido às 18h39 pelo cirurgião do setor. Foi internado aos cuidados da equipe de Urologia, realizou exames de imagem e laboratoriais, recebeu medicações e, na quinta-feira, 5, às 5h46, optou por ir embora.
A direção informa que todos os pacientes são atendidos conforme classificação de risco. Além disso, reforça que grande parte dos atendimentos registrados na Emergência refere-se a casos de menor gravidade, que poderiam ser resolvidos em unidades de pronto atendimento (UPAs).
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O funcionamento e a ocupação do hospital é acompanhada de forma contínua entre a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a direção, assegurando o equilíbrio no atendimento e a manutenção da qualidade dos serviços prestados à população.”









