Uma paciente do Acre percorreu mais de 3 mil quilômetros até Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina, para realizar um procedimento vascular de alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O atendimento foi realizado pelo Hospital Regional São Paulo (HRSP), que recebeu, pela primeira vez, um paciente oriundo do Estado da região Norte por meio de transferência interestadual.
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A paciente, Maria de Lourdes Cortez de Moura, de 61 anos, é moradora de Rio Branco e foi diagnosticada com estenose da artéria ilíaca externa direita, condição que compromete o fluxo sanguíneo. Ela convivia com dores e com o risco de complicações graves, incluindo a possibilidade de amputação.
De acordo com a enfermeira coordenadora do Núcleo Interno de Regulação (NIR) do hospital, Eveline Geller, a transferência foi viabilizada por meio da Central Nacional de Regulação da Alta Complexidade (CNRAC), responsável por buscar unidades com capacidade técnica para atender casos específicos em todo o país.
— Foi um trabalho conjunto entre esferas estaduais e federais. A CNRAC encontrou no HRSP uma equipe especializada, com capacidade para realizar o procedimento com a resolutividade que o caso exigia — afirma.
A paciente foi submetida a uma angioplastia da artéria ilíaca externa direita, com implante de stent. O procedimento, minimamente invasivo, tem como objetivo restabelecer o fluxo sanguíneo, aliviar os sintomas e reduzir o risco de necrose.
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Todo o atendimento, incluindo o transporte aéreo, a estadia do acompanhante e o tratamento hospitalar, foi custeado pelo SUS, por meio do programa de Tratamento Fora de Domicílio (TFD).
Após receber alta, Maria de Lourdes relatou alívio após anos convivendo com o problema.
— Desde 2010 eu enfrentava essa situação e, em 2023, houve agravamento. Cheguei a correr risco de amputação — disse.

