O pai da influenciadora Martha Graeff, Tomas Graeff, saiu em defesa da filha neste domingo (8) após diversas mensagens entre ela e o banqueiro Daniel Vorcaro serem expostas. As mensagens, muitas de cunho íntimo, foram obtidas pela Polícia Federal por meio da quebra de sigilo telefônico do dono do Banco Master e vazaram na última semana.
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Tomas disse, em uma postagem em uma rede social, que tem orgulho de Martha e que a considera “um estado de espírito, impossível de ser expressado em palavras”. O empresário citou que foi criado em um ambiente totalmente feminino e que, com isso, seus valores e crenças “foram completamente moldados com DNA” de mulheres.
O empresário ainda fez uma homenagem à influenciadora, afirmando que ela é um “exemplo de coragem, de bondade e de integridade” e que sua “beleza exterior não é páreo para a beleza interior”. Sobre as mensagens expostas, ele chamou os comentários que vêm sendo feitos de “violência sistêmica”.
“Gostaria de deixar registrado o apoio incondicional à minha querida e amada filha, e dizer que as lágrimas derramadas pela injustiça, ódio e violência sistêmica que vem sofrendo, irão regar as flores mais bonitas da terra”, finalizou.
A postagem teve os comentários limitados aos seguidores de Tomas. Vorcaro e Graeff noivaram em novembro de 2024 em Roma, na Itália, em uma verdadeira festa “de milhões”. O então casal alugou prédios históricos da Villa Adriana e do Palazzo Colonna, com hospedagens no Palazzo Shedir e um espetáculo de luzes no céu.
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Veja fotos do ex-casal
Neste fim de semana, a defesa da modelo e influenciadora afirmou em nota que estuda acionar a Justiça diante da exposição. De acordo com o advogado, a modelo é vítima de “grave violência” com a divulgação, nas redes, de conversas com o ex-namorado que não têm relação com a investigação sobre o Banco Master.
Na sexta-feira (6), o Supremo Tribunal Federal (STF) atendeu a um pedido da defesa de Vorcaro e determinou a abertura de um inquérito para apurar o vazamento de informações e mensagens dos celulares do banqueiro. Para a defesa, foram entregues aos parlamentares da CPMI diversas conversas que não possuem relação com a investigação.
De acordo com a Lei 9296/96, sobre as interceptações telefônicas em investigações criminais, “a gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial, durante o inquérito, a instrução processual ou após esta, em virtude de requerimento do Ministério Público ou da parte interessada”.
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Relembre o caso do banco Master
O banco Master ganhou visibilidade por oferecer produtos de renda fixa, como CDBs, com rendimentos muito acima da média do mercado. A estratégia era usada para encobrir a crise de liquidez da empresa. No dia 18 de novembro de 2025, o banco foi liquidado pelo Banco Central por conta do descumprimento de normas do sistema bancário e da situação financeira.
Daniel Vorcaro é o dono do Banco Master e o principal investigado na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Ele foi preso duas vezes, sendo a primeira em novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, enquanto tentava deixar o país. As acusações contra Vorcaro incluem suspeitas de emissão de cerca de R$ 50 bilhões em CDBs sem lastro, gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A segunda prisão aconteceu na quarta-feira (4), por ordem do ministro André Mendonça, do STF. A medida acontece após mensagens serem encontradas no celular do empresário com indícios de ameaças, corrupção e tentativa de interferência em decisões regulatórias.
Quem é Daniel Vorcaro
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