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Corrida eleitoral

Painel da NSC Comunicação debate as perspectivas políticas em Blumenau

Evento teve a participação de analistas políticos e reuniu empresários, lideranças locais e a comunidade em torno da discussão sobre o pleito de 2020

24/07/2019 - 20h29 - Atualizada em: 24/07/2019 - 20h51

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Gabriel
Por Gabriel Lima
Os colunistas Pancho, Moacir Pereira e Upiara Boschi participaram do painel
(Foto: )

Um painel da NSC Comunicação com alguns dos principais analistas políticos de Santa Catarina reuniu empresários, autoridades e a comunidade nesta quarta-feira (24) em Blumenau. Com mediação de Adriana Krauss, apresentadora da NSC, o evento no auditório do Centro Empresarial de Blumenau (Acib) teve participação dos colunistas Moacir Pereira, Upiara Boschi e Pancho para debater as perspectivas para a corrida eleitoral de 2020, pouco mais de um ano antes do pleito.

Upiara Boschi analisou as mudanças de paradigma da política que ocorreram após manifestações de 2013 e a ascensão da chamada "nova política". O colunista afirma que uma das mudanças causadas pela eleição de 2018 é o fim do voto regionalizado, que refletiu em regiões como o Planalto Norte, que ficou sem deputados, e na diminuição da representatividade de Blumenau.

— Tenho uma convicção de que a onda 17 acabou. As pessoas não vão votar nos desconhecidos na próxima eleição. O PSL, por exemplo, vai ser julgado pelo próprio trabalho feito desde a última eleição. Eles não são mais os portadores da renovação, assim como outros partidos menores que surgiram na última eleição e também mudaram a sua condição.

Moacir Pereira falou sobre o poder das redes sociais no cenário político, citando casos como a revogação do vale-alimentação para vereadores de Florianópolis após a repercussão negativa. A reforma da previdência e as manifestações que ocorreram ao longo desse ano também foram assuntos abordados pelo colunista.

— A eleição terminou, mas o Brasil segue na gravíssima crise econômica e o país continua num período de selvageria. Então há muitos desafios para os novos tempos, que incluem o segundo turno da reforma da previdência, a reforma tributária e a reforma do Judiciário.

Já Pancho analisou o cenário local, falando sobre alguns nomes que estão sendo cogitados para a disputa a prefeito de Blumenau em 2020. Além disso, ressaltou a importância da participação popular num momento em que começam a surgir vários pré-candidatos.

— É importante que todos acompanhem essa movimentação de pré-candidatos porque esses nomes podem representar segmentos da cidade. Por isso é bom começar a ter atenção quanto ao plano de governo, mesmo que ainda falte muito para a eleição.

Evento para debater as demandas do município

O diretor de mercado da NSC Comunicação, Adriano Araldi, abriu o evento falando sobre a importância de reunir lideranças com a comunidade para debater sobre as demandas do município. Mesmo ainda faltando um ano para a eleição, o dirigente falou sobre a necessidade de começar a discutir desde já o futuro de Blumenau.

— Entendemos que a nossa missão não é só repercutir notícias, mas também participar do debate com a sociedade sobre o futuro político. É isso que estamos fazendo nessa noite, em conjunto com as autoridades e o público presente.

O presidente da Acib, Avelino Lombardi, comparou o voto a uma procuração para que essa pessoa faça a gestão da cidade. O empresário defendeu a diminuição do Estado e a redução de impostos para melhorar a gestão do poder público.

— Blumenau é uma cidade pujante e a capital do Vale do Itajaí, que representa 32% do PIB catarinense. Mas não sabemos e não temos o apoio definitivo para que os governos estadual e federal nos olhem com o devido valor, algo que temos que começar a mudar desde já.

Prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt esteve no evento e falou sobre a importância desse momento de construção e debate político. Ele também defendeu a unificação das eleições com a justificativa de que o governo federal deve gastar R$ 1 bilhão com o pleito do próximo ano.

— Temos que rediscutir esse modelo de calendário eleitoral. Ano que vem teremos dificuldade para celebrar convênios, fazer novas ações e problemas com a burocracia. Acabamos de sair de um processo político e já estamos indo pra outro. Esse é um debate que precisa ser feito no Congresso.

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