Jaguaruna, no Sul catarinense, está perto de se tornar oficialmente a Capital Nacional da Maior Onda do Brasil. O projeto que concede o título ao município foi aprovado pela Comissão de Esporte do Senado na quarta-feira (10) e agora segue para sanção presidencial, caso não seja apresentado recurso para análise em Plenário. 

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O Projeto de Lei (PL) 1.960/2022 recebeu parecer favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC). A proposta concede o título em reconhecimento à relevância esportiva e turística da Laje da Jagua, formação rochosa localizada a 5,3 quilômetros da costa catarinense e considerada o principal pico de ondas gigantes do país. Foi no local que o surfista Lucas Chumbo estabeleceu, em 2025, o recorde da maior onda já surfada no Brasil, com 14,82 metros.

Segundo o relator, o feito ajudou a consolidar Jaguaruna como a “Nazaré Brasileira”, em referência à praia portuguesa conhecida mundialmente pelo surfe de ondas gigantes. Para o senador, o reconhecimento reforça a importância do município para a modalidade, impulsiona o turismo de aventura e valoriza iniciativas ligadas à pesquisa científica sobre ondas de alta energia.

Ainda de acordo com Amin, a medida pode contribuir para a geração de emprego e renda, além de estimular investimentos em infraestrutura no município, que já atrai surfistas, equipes de apoio e produtores audiovisuais. Na avaliação do parlamentar, a iniciativa também reconhece “um patrimônio natural e esportivo que é motivo de orgulho para os brasileiros e catarinenses”.

Conheça a Laje da Jagua

A cerca de cinco quilômetros da costa de Jaguaruna, no Sul de Santa Catarina, a Laje da Jagua é considerada um dos principais picos de ondas gigantes do Brasil. A formação rochosa submersa, com aproximadamente dois quilômetros de extensão, reúne condições favoráveis para a formação de ondas de grande porte, atraindo surfistas especializados de diferentes regiões do país. 

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Antes de ganhar fama entre os praticantes do esporte, porém, a área era conhecida pelo risco à navegação e pelos frequentes naufrágios registrados no local.

A partir dos anos 2000, atletas passaram a explorar o potencial da região para o surfe de ondas grandes. Desde então, a Laje da Jagua se consolidou como referência nacional para a prática do tow-in, modalidade em que o surfista é rebocado por jet ski para acessar ondas maiores e mais rápidas.

Com a evolução do esporte e a presença constante de surfistas experientes, o local passou a integrar o circuito brasileiro de big surf. A inclusão da região na Rota do Big Surf, iniciativa do governo de Santa Catarina, reforçou o protagonismo da Laje da Jagua no cenário nacional e ampliou o potencial turístico do litoral sul catarinense.

O roteiro reúne municípios como Jaguaruna, Laguna, Imbituba e Garopaba, com o objetivo de incentivar a prática esportiva e fortalecer o turismo ligado ao surfe. Além do desafio proporcionado pelas ondas gigantes, a Laje da Jagua também chama a atenção pela paisagem e pela força do mar, especialmente durante os períodos de swell, quando as condições favorecem a formação de ondas que exigem alto nível técnico e preparo dos atletas.

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