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Suspeita de corrupção

Para governo Bolsonaro, ministro do Turismo é quem deve responder sobre esquema com "laranjas"

Marcelo Álvaro Antônio teria utilizado esquema de candidaturas laranjas em Minas Gerais para direcionar verbas públicas de campanhas a empresas ligadas ao seu gabinete

04/02/2019 - 19h51 - Atualizada em: 27/06/2019 - 09h08

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Por Folhapress
Governo Bolsonaro disse que ministro do Turismo, Marcelo Antônio, é quem deve se manifestar sobre a suspeita de candidaturas "laranjas"
Governo Bolsonaro disse que ministro do Turismo, Marcelo Antônio, é quem deve se manifestar sobre a suspeita de candidaturas "laranjas"
(Foto: )

O porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, afirmou que não cabe ao presidente Jair Bolsonaro se manifestar sobre a revelação de que o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, patrocinou esquema de candidaturas laranjas que direcionou verbas públicas a empresas ligadas ao seu gabinete.

— Não, ele (Bolsonaro) não comentou e não comentaria porque esse é um assunto que deve estar restrito ao próprio ministro e as respostas a esse tema a ele devem ser direcionadas a ele — afirmou Rêgo Barros ao ser questionado sobre se o presidente comentou o episódio.

O jornal Folha de S.Paulo revelou nesta segunda-feira (4) que Álvaro Antônio utilizou um esquema de candidaturas laranjas em Minas Gerais para direcionar verbas públicas de campanhas para empresas ligadas ao seu gabinete.

Após indicação do PSL de Minas, presidido à época pelo hoje ministro, o comando nacional do partido do presidente Jair Bolsonaro repassou R$ 279 mil a quatro candidatas. O valor representa o percentual mínimo exigido pela Justiça Eleitoral (30%) para destinação do fundo eleitoral a mulheres candidatas.

Apesar de figurar entre os 20 candidatos do PSL no país que mais receberam dinheiro público, essas quatro mulheres tiveram desempenho insignificante. Juntas, receberam pouco mais de 2.000 votos, em um indicativo de candidaturas de fachada, em que há simulação de alguns atos reais de campanha, mas não empenho efetivo na busca de votos.

Dos R$ 279 mil repassados, ao menos R$ 85 mil foram parar oficialmente na conta de quatro empresas que são de assessores, parentes ou sócios de assessores do hoje ministro de Bolsonaro.

Indagado sobre se Bolsonaro pediu explicações a Álvaro Antônio, o porta-voz também negou.

— Ele não conversou com o ministro sobre isso — disse em entrevista na tarde desta segunda-feira (4) em São Paulo, onde o presidente se recupera de uma cirurgia de reconstrução de trânsito intestinal.

Procurado pela Folha de S.Paulo, Álvaro Antônio negou que tenha se beneficiado de um esquema envolvendo laranjas e disse que "a distribuição do fundo partidário do PSL de Minas Gerais cumpriu rigorosamente o que determina a lei".

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