A paralisação dos ônibus de Florianópolis chegou ao fim às 9h desta segunda-feira (16), informou a Prefeitura Municipal de Florianópolis (PMF). A situação afetou ao menos 37 linhas do transporte público, principalmente as que operam no Sul e na parte continental da Capital, e deve ser completamente normalizada até o final da manhã.
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Por volta das 5h30min desta segunda-feira, uma manifestação na garagem da empresa Insular paralisou os ônibus que circulam no Sul de Florianópolis. Minutos depois, transportes coletivos da parte continental, além de linhas que operam no Centro da cidade, também foram afetados.
Veja a lista com as linhas de ônibus afetadas pela greve do transporte público de Florianópolis
Devido a situação, a prefeitura disponibilizou cerca de 60 vans saindo do Centro da Capital em direção ao Sul. O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Urbano da Região Metropolitana de Florianópolis (Sintraturb) aprovou a decretação da greve dos ônibus em Florianópolis na noite de quarta-feira (11).
Veja as fotos da paralisação nesta manhã
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Entenda a greve
Conforme o Sintraturb, uma das propostas patronais consideradas insuficientes e que deu origem ao estado de greve propunha ações como o fim do duplo contrato de 6h20min e 3 horas, o pagamento com adicional das horas trabalhadas em sequência à jornada noturna, inclusive as extras, e o pagamento do vale alimentação a ser feito no primeiro sábado de cada mês.
Além disso, a proposta também trata do fornecimento de dois conjuntos de uniformes, com quatro peças, a cada seis meses; que os custos dos exames toxicológicos exigidos sejam cobertos de forma integral pelas empresas; e a retirada da obrigação de devolução dos valores do troco em caso de assaltos, além da prevista retirada da escala e apoio para a lavratura do BO.
As escalas de feriados especiais também entraram na proposta, com a garantia de que seja garantido o rodízio no feriado de Natal e Ano Novo, folgando nestas datas os trabalhadores que atuaram em 2024. As empresas também garantiriam o pagamento do salário normativo ao empregado afastado por doença até a data do recebimento da primeira parcela do benefício do INSS. O pagamento também deve ser ressarcido pelo empregado em até seis parcelas.
O sindicato também pede que as empresas se reúnam com os membros do órgão todos os meses para tratar dos problemas e pendências cotidianas; e que as empresas assumam a totalidade do aumento das mensalidades até o limite de 10% dos planos de saúde.
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Os motoristas e cobradores pedem um aumento de 6% no salário, com aumento real de 0,68%, de 10% no tíquete alimentação, e de 8% na gratificação Trabalhar Sozinho (dirigir e cobrar).
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