A partida entre Avaí e Santos, em novembro do ano passado, está na lista dos jogos suspeitos de terem manipulação por conta de apostas esportivas, conforme apurou a Operação Penalidade Máxima, do Ministério Público de Goiás (MPGO). O inquérito investiga suspeitas de partidas de futebol armadas por apostadores na séries A e B do Campeonato Brasileiro.

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Conforme a Polícia Civil, um dos atletas do Santos teria sido assediado para receber um cartão amarelo. O nome do jogador não foi divulgado. Segundo o inquérito, as ofertas para os atletas variavam entre R$ 50 mil e R$ 100 mil. Além do Campeonato Brasileiro, há jogos de cinco campeonatos estaduais sendo investigados.

O jogador da Chapecoense, Victor Ramos, foi um dos alvos da operação na tarde desta terça-feira (18). De acordo com a polícia, a partida em que Victor Ramos está sob investigação é entre Guarani e Portuguesa, no dia 8 de fevereiro, pelo Paulistão. Um mandado de busca e apreensão contra o atleta foi cumprido na casa do jogador. Ele já prestou depoimento ao MP-GO.

Os mandados de prisão e de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça de Goiás e cumpridos em Goianira (GO), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Pelotas (RS), Santa Maria (RS), Erechim (RS), Chapecó (SC), Tubarão (SC), Bragança Paulista (SP), Guarulhos (SP), Santo André (SP), Santana do Parnaíba (SP), Santos (SP), Taubaté (SP) e Presidente Venceslau (SP).

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Jogo de Criciúma contra o Tombense também é investigado

Conforme divulgou a Polícia Civil, oito jogadores de diferentes clubes estão sendo investigados, entre eles Joseph, do Tombense, que jogou contra o Criciúma e cometeu um pênalti.

Estão entre os nomes: Romário (ex-Vila Nova), Joseph (Tombense), Mateusinho (ex-Sampaio Corrêa, hoje no Cuiabá), Gabriel Domingos (Vila Nova), Allan Godói (Sampaio Corrêa), André Queixo (ex-Sampaio Corrêa, hoje no Ituano), Ygor Catatau (ex-Sampaio Corrêa, hoje no Sepahan, do Irã) e Paulo Sérgio (ex-Sampaio Corrêa, hoje no Operário-PR).

Como funcionava o esquema

As investigações da Operação Penalidade Máxima tiveram início em fevereiro deste ano após a equipe verificar suspeitas em jogos da Série B do ano passado. Conforme informações do ge, o volante Romário, do Vila Nova de Goiás, teria aceito uma oferta de R$ 150 mil para cometer um pênalti no jogo contra o Sport. Ele recebeu um adiantamento de R$ 10 mil, e receberia o restante após a partida. No entanto, como não foi relacionado, ele tentou cooptar outros colegas de time, mas não conseguiu.

A história vazou e o presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, ele próprio um policial militar, investigou o caso e entregou as provas para o Ministério Público de Goiás. A primeira denúncia, feita há dois meses, indicava que havia três jogos suspeitos na Série B do ano passado. Mas no decorrer das investigações foi descoberto ainda que havia a suspeita em outras partidas, o que faria a operação se tornar nacional.

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*Com informações do GE.

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