Pouco mais de um mês após ser atropelada por um motorista da 99, a passageira Mia Sophie da Silva, de 21 anos, precisou passar por uma cirurgia no rosto e enfrenta um processo lento de recuperação. O caso foi registrado na madrugada do dia 30 de maio, em Canasvieiras, no Norte da Ilha.
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— Tive que colocar o osso de volta no lugar por conta da fratura. Estou com pontos no rosto e diversos cortes internos na minha boca. Eu tô tentando retomar minha vida normal, na medida do possível, mas está bem difícil — relatou ao Jornal do Almoço, da NSC TV.
Mia relatou que foi procurada pelo Procon apenas um mês após o caso, somente por conta da repercussão.
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— Pra mim não importa qualquer tipo de valor simbólico, no momento eu quero um apoio psicológico, que até agora não houve — lamentou.
Fotos mostram ferimentos causados por atropelamento
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O Procon, por sua vez, abriu um processo administrativo contra a 99 e definiu uma multa de R$ 384 mil. A decisão, divulgada nesta sexta-feira (3), é considerada pelo órgão como um dos primeiros casos no Brasil em que uma plataforma de transporte por aplicativo é sancionada administrativamente por colocar em risco a integridade física e a vida de uma consumidora.
Segundo o Procon, a empresa ainda pode recorrer da penalidade. O NSC Total procurou a 99 Tecnologia Ltda. para um posicionamento, mas não recebeu retorno até a última atualização desta matéria.
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O Ministério Público instaurou um procedimento para investigar os procedimentos adotados pela empresa. Entre as possíveis medidas, a 99 pode vir a ser responsabilizada por danos e requisitada a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
A Polícia Civil aguarda o resultado da perícia de dois vídeos para concluir o inquérito, mas já ouviu todos os envolvidos.
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Relembre o caso da passageira atropelada em Florianópolis
O caso ocorreu na madrugada de 30 de maio, em Canasvieiras. A passageira Mia Sophie da Silva relatou que voltava para casa acompanhada de outras três pessoas quando houve um desentendimento com o motorista da 99 por causa do pagamento da corrida.
Segundo a jovem, o celular descarregou no momento do pagamento e ela ofereceu uma nota de R$ 100 para quitar a viagem. Conforme o relato, o motorista demonstrava sinais de desorientação e nervosismo durante o trajeto. Após a discussão, ela deixou o veículo e, ao atravessar a rua, foi atropelada pelo condutor, que fugiu sem prestar socorro. Mia sofreu fraturas no rosto e outros ferimentos.
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Após a repercussão do caso, a 99 informou que bloqueou permanentemente o motorista da plataforma, ofereceu suporte à vítima e afirmou possuir política de tolerância zero para casos de violência, além de ferramentas de segurança disponíveis durante as corridas.







