Peixes de diferentes espécies apareceram mortos em Garuva nesta quinta-feira (17), um dia após uma carreta tombar na BR-376 e derramar ácido sulfúrico em um córrego que deságua no rio São João. O motorista da carreta, que estava carregada com 31.970 mil litros da substância, morreu no acidente.
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De acordo com Silmara Ghiggi, secretária de Saneamento Ambiental de Garuva, ainda não é possível saber quantos animais morreram, já que este levantamento será feito pela empresa responsável pelo veículo que tombou.
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No entanto, logo após o produto cair no rio, equipes da Defesa Civil, bombeiros e da Secretaria de Saneamento Ambiental do município foram ao local para fazer a análise do pH da água, que apontou índice abaixo de 4 e, portanto, acidez no rio.
Além disso, amostras da água e da fauna também foram colhidas e encaminhadas a um laboratório contratado do município. Os primeiros resultados identificaram contaminação no afluente. Novos resultados devem sair ainda nesta quinta.
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— Hoje, o pH já está variando de 6 pra cima. Como a água do rio é alcalina, o normal varia entre 7, 7.4. Como o produto é ácido sulfúrico, ele dilui rápido em contato com a água. As análises continuam hoje para verificar se está acontecendo a descontaminação — explica Silmara.
Silmara ainda cita que os custos dos exames feitos pelo laboratório licitado serão repassados à empresa responsável pelo transporte.
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Rio segue interditado
Enquanto os resultados finais não saem, o rio São João segue interditado temporariamente. Ainda na quarta-feira (16), dia em que aconteceu o acidente, a prefeitura sinalizou o local com placas de alerta de risco nas áreas afetadas.
Silmara explica que o rio não é utilizado para o abastecimento do município – o rio de capitação é o rio Braço – mas é utilizado por moradores para pesca, agricultura e por banhistas, por isso o local foi fechado para acesso.
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— Somente nos últimos 12 anos, entre os Km 664 e Km 682 da BR-376, já tivemos 89 acidentes com derramamento de produtos perigosos, que têm impacto no rio São João — destaca.
O rio, inclusive, passou cerca de quatro anos interditado por conta de outro acidente ocorrido em 2018, em que o produto perigoso transportado por um caminhão também foi derramado no afluente. Na ocasião, três toneladas de peixes morreram.
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A prática de atividades recreativas havia sido liberada no último dia 27 de janeiro pelo Instituto Água e Terra (IAT), mas ainda permanecia interditado pela portaria do Ibama. Uma nova interdição prolongada do rio será definida após os resultados das análises da qualidade da água, ictiofauna e a emissão de laudo técnico.
O acidente
O caminhão tombou por volta das 8h10min de quarta-feira, na BR-376, entre SC e Paraná. O veículo seguia sentido a Santa Catarina quando caiu às margens da rodovia. O motorista, de 63 anos, morreu no local.
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De acordo com a Arteris Litoral Sul, concessionária que administra a rodovia, o acidente aconteceu no Km 667,7. Por causa do tombamento, a carreta, com placas de Guarulhos (SP), ficou com a cabine totalmente amassada.
A suspeita é de que a carreta tenha ficado sem freios e o condutor se perdido na curva.
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