Em um Estado conhecido nacionalmente pela frequência de eventos extremos relacionados às chuvas, ser uma cidade sem qualquer registro oficial de ocorrências é raridade. Em Santa Catarina, nos últimos 13 anos, 294 dos 295 municípios reportaram à Defesa Civil estragos causados por precipitações intensas.

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A única exceção é Salto Veloso, no Meio-Oeste. Por lá, os chamados eventos hidrológicos não resultaram em problemas significativos a ponto da prefeitura fazer o comunicado ao órgão estadual.

A Defesa Civil disponibilizou, a pedido do NSC Total, planilhas que mostram desastres reportados oficialmente pelos municípios ao governo do Estado de 2013 a fevereiro deste ano.

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As prefeituras costumam fazer esses registros quando há estragos públicos ou privados, além de impacto humano, para que o governo estadual gere protocolos ao governo federal através do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, com o objetivo de solicitar recursos para a cidade afetada pelo desastre.

Protocolos de desastres

Esses protocolos alimentam a plataforma federal do Atlas Digital, que define os eventos hidrológicos como alagamentos, chuvas intensas, enxurradas, inundações (as enchentes) e movimento de massa (os deslizamentos).

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Dentro dessa gama, quase todas as cidades de Santa Catarina já registraram alguma dessas ocorrências pelo menos uma vez desde 2013.

Menos Salto Veloso.

Os extremos no Vale do Rio do Peixe

O município do Vale do Rio do Peixe até teve dois episódios de vendaval e um de estiagem ao longo do período, mas hidrológicos, nunca.

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Em contrapartida, cidades do Norte e Litoral Norte lideram a lista: Mafra teve 62 registros de evento hidrológicos desde 2013. Corupá, 52. Balneário Camboriú surge em terceiro, com 51 casos.

Sobre a cidade de Salto Veloso

Morro do Pau Seco, um dos pontos turísticos de Salto Veloso (Foto: PMSV, Reprodução)

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Salto Veloso é uma cidade de 4,3 mil habitantes, conforme dados do IBGE. De relevo montanhoso, é cortado pelo Rio Veloso e faz limite com Água Doce, Macieira, Arroio Trinta e Treze Tílias.

O manancial é utilizado para abastecimento público de água e de empresas locais. Segundo informações da prefeitura, o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente teve e ainda tem papel decisivo na preservação do Rio Veloso, tanto no aspecto da despoluição, quanto na recuperação da mata ciliar.

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A preservação da vegetação próxima ao curso d’água na área urbana é uma forma sustentável e conhecida de minimizar os impactos das cheias.

Frigorífico

Salto Veloso é também terra do frigorífico do Grupo JBS. A empresa já pertenceu à BRF (Perdigão) e Seara. A vocação para o setor começou em 1964, com a construção do espaço.

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