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    Homem pateta: perfil nas redes sociais espalha conteúdo de terror e suicídio contra crianças

    Mensagens do perfil têm a intenção de causar desconforto, medo e, em alguns casos, induzir a vítima ao suicídio

    18/06/2020 - 12h26 - Atualizada em: 09/07/2020 - 09h05

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    Lariane
    Por Lariane Cagnini
    "Jonathan Galindo", o homem pateta
    Fotos do homem pateta, publicadas no perfil Jonathan Galindo
    (Foto: )

    Perfis em redes sociais em nome de "Jonathan Galindo", o homem pateta, têm assustado crianças com conteúdo de terror e mensagens que podem induzir ao suicídio. A Polícia Civil e o Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional (NIS) e a Coordenadoria Estadual da Infância e da Juventude (Ceij), vinculados ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), alertam os pais e responsáveis para o perigo existente na internet.

    > Saiba como proteger os filhos dos perigos da internet

    A utilização deses perfis começou em 2017, com Baleia Azul e Boneca Momo, em países de língua espanhola, principalmente no México. Recentemente, foi identificada a criação desses conteúdos para o Brasil. São perfis criados por imitadores, com conteúdo já em português. 

    Segundo o agente da Polícia Civil Ivan de Souza Castilhos, os responsáveis por esses perfis têm a intenção de assustar jovens e crianças, utilizando um tipo de máscara que lembra o "Pateta" (Goofy), um pouco deformada e de aspecto assustador.

    - Esses perfis têm poucas postagens e desafiam as pessoas a segui-los e enviar uma mensagem privada. Feito isso, é só esperar o retorno deles, que se dá através do envio de mensagens, vídeos, áudios ou até mesmo de uma ligação por vídeo ao vivo. O conteúdo da resposta tem a intenção de causar desconforto, medo e, em alguns casos, tenta provocar o suicídio - explica Castilhos, integrante do NIS.

    A Ceij, coordenada pela desembargadora Rosane Portella Wolff, faz o alerta como parte do rol de ações do projeto "Conhecer para se proteger", que visa a implementação de iniciativas de educação e prevenção à exploração sexual contra crianças e adolescentes por meio da internet. 

    Para denunciar, o telefone é o 181. Também é possível entrar em contato pelo WhatsApp da Polícia Civil (48) 98844.0011. Caso seja vítima de um dos perfis, a pessoa também pode registrar boletim de ocorrência virtual em https://delegaciavirtual.sc.gov.br/.

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