A perícia no corpo da corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet, morta em Florianópolis no início de março, pode levar entre 20 e 40 dias para ser concluída. A informação é da Polícia Científica de Santa Catarina, que afirmou que amostras coletadas estão sendo analisadas para identificar a vítima e verificar se há a presença de substâncias no corpo, como drogas ou medicamentos.
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Por que a demora em liberar o corpo da corretora
Segundo o órgão, a análise está sendo feita nos setores de Genética e Toxicologia da Polícia Científica. Esse processo acontece porque o corpo foi encontrado de forma fragmentada e, nesse momento, já se sabe que todas as partes pertencem a uma mesma pessoa.
“A adoção desse protocolo é fundamental para assegurar a precisão pericial, evitando a necessidade de múltiplos exames genéticos isolados em cada fragmento e garantindo que se trata de um único óbito”, diz a Polícia Científica, em nota.
Esse tipo de procedimento também tem como objetivo “resguardar a dignidade da vítima e de seus familiares”, evitando que “novas etapas de luto decorrentes de eventuais identificações posteriores de partes”, finaliza o órgão.
O corpo de Luciani foi encontrado no dia 11 de março, em Major Gercino, com outras possíveis partes do corpo sendo localizadas no mesmo local, nas margens do Rio Tijucas, no dia 17 de março. Por isso, o prazo, se contabilizado em dias corridos, finalizaria no dia 26 de abril. Se contabilizado apenas os dias úteis, esse prazo pode chegar até o dia 14 de maio.
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Quem era a corretora gaúcha
O que a família disse sobre o caso
Nesta quarta-feira (25), a família da corretora desabafou nas redes sociais sobre a demora na liberação do corpo da gaúcha. De acordo com os irmãos dela, a família também não recebe informações sobre a liberação da casa da corretora, no bairro Ingleses, no Norte da Ilha.
Em uma postagem, os irmãos afirmaram que não receberam “qualquer informação concreta junto à polícia ou ao IML sobre a liberação do corpo, nem mesmo sobre a casa da Lu”, e que isso vem gerando sofrimento na família. De acordo com eles, o objetivo é conseguir dar “um enterro digno” à Luciani.
“Essa demora tem nos impedido até mesmo de tentar seguir em frente. Estamos vivendo um luto interrompido, preso, sem respostas, sem paz. Tudo o que queremos é poder nos despedir da nossa irmã e encontrar um mínimo de alívio em meio a tanta dor”, escreveram os irmãos.
Como o sumiço de Luciani foi descoberto
Luciani era corretora de imóveis e foi vista pela última vez na Praia dos Ingleses, no Norte da capital catarinense, em 4 de março. Ela morava em Florianópolis. Os familiares perceberam que havia algo estranho com Luciani no dia 6 de março, quando ela não entrou em contato com a mãe para desejar feliz aniversário:
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O boletim de ocorrência foi registrado apenas na segunda-feira (9), após a família desconfiar de erros gramaticais em mensagens enviadas pelo celular da corretora. Em uma delas, o contato da corretora disse que estava bem, mas que estaria sendo perseguida por um ex-namorado.
Dias depois, em 11 de março, um corpo esquartejado foi encontrado em Major Gercino, na Grande Florianópolis. Dois dias depois, exames de DNA confirmaram que o cadáver era de Luciani.
Segundo a Polícia Civil, que investiga o caso, Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março. O corpo permaneceu até a madrugada do dia 7 no apartamento dela, quando foi retirado e levado para uma área rural e jogado em um rio, dividido em cinco partes.
Até o momento, três pessoas foram presas: a dona do residencial onde Luciani morava foi presa na quinta-feira (12) pelo crime de receptação após ser localizada com pertences da vítima; e um casal, que tentou fugir para o Rio Grande do Sul após a morte da corretora. Eles permanecem presos no estado. O caso é investigado como latrocínio, com roubo seguido de morte.
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