O guarda municipal Marcelo Arruda, candidato a vice-prefeito nas últimas eleições, foi assassinado a tiros durante sua festa de aniversário de 50 anos, ocorrida na noite deste sábado (9), em Foz do Iguaçu, no Paraná. A festa tinha como tema o PT e fazia várias referências ao ex-presidente e pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva. 

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Segundo relatos, por volta das 23h, um agente penitenciário federal, identificado como Jorge José da Rocha Guaranho, que se declarava apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), invadiu a festa, disparando contra o aniversariante. A confraternização era promovida na Associação Recreativa Esportiva Segurança Física Itaipu (Aresfi). A festa tinha poucos convidados — cerca de 40 pessoas.

Relatos ainda apontam que o agente federal entrou na festa gritando o nome de Bolsonaro e “mito”. Houve uma rápida discussão, e o homem chegou a sacar a arma e ameaçou a todos. Logo depois, ele saiu, dizendo que voltaria para matar todo mundo”. Minutos depois, o agente penitenciário chegou atirando no guarda municipal, que reagiu.

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Guaranho ficou ferido e está internado. A PolícIa Civil do Paraná chegou a informar que ele tinha morrido durante o ataque. No entanto, na noite deste domingo, a Secretaria da Segurança Pública do Paraná afirmou que o suspeito está ferido.

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“Fruto da intolerância”, diz PT

A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), divulgou nota sobre o ocorrido: “Um policial penal, bolsonarista, tentou invadir a festa com arma. Trocaram tiros. Ambos morreram. Uma tragédia fruto da intolerância dessa turma”, escreveu Gleisi.

“Desde o começo do ano, quando lançou uma Campanha Nacional contra a Violência Política, o PT vem alertando a sociedade brasileira e as autoridades dos vários Poderes da República para a escalada de perseguição a parlamentares, filiados e filiadas, militantes de movimentos sociais e de outros partidos de esquerda e o crescimento da violência política no país”, finaliza o texto.

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