A cachorra e a gata da corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, morta em Florianópolis, foram resgatadas na segunda-feira (16), após ficarem dias desaparecidas. Kiara e Clara estão com os irmãos de Luciani, que ficarão responsáveis pelos cuidados.
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Os animais viviam com Luciani em um residencial na praia do Santinho, no Norte da Ilha. Após o crime, as duas ficaram abandonadas e acabaram fugindo, de acordo com o delegado Anselmo Cruz, responsável pelo caso. Elas foram achadas no mesmo bairro, perto do residencial.
Veja fotos do reencontro dos pets
O que aconteceu com a cachorra e a gata?
Clara fugiu pela janela do apartamento, segundo a família. A gata foi acolhida pela dona de uma pousada no bairro. Na tarde de segunda-feira, foi resgatada pela veterinária Katia Chubaci, que a entregou aos irmãos da corretora.
Já Kiara ficou no pátio do residencial onde a corretora morava, mas acabou fugindo. Ela havia sido vista pela última vez no dia 9 de março, conforme a família. No fim da tarde da última segunda, a Diretoria de Bem-Estar Animal (Dibea) de Florianópolis resgatou a cachorrinha no Santinho.
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— Um rapaz entrou em contato (com a Dibea) que havia localizado, mas ainda não tínhamos certeza de que era ela. Fizemos o resgate, ficamos com ela aqui, olhamos os vídeos e fotos nas redes sociais, pra avaliar bem e termos certeza que era ela. Aí entramos em contato com a família e eles buscaram a cachorrinha hoje cedo. Foi muito comovente o reencontro — conta Rafael Cases de Leon, gerente da Dibea.
Veja vídeo de Kiara e Clara com o irmão de Luciani
Morte da corretora ocorreu em 4 de março
De acordo com a Polícia Civil, Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março. O corpo permaneceu até a madrugada do dia 7 no apartamento dela, quando foi retirado e levado para uma área rural e jogado em um rio, dividido em cinco sacos. O caso é tratado como latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte.
Quem são os suspeitos pela morte?
De acordo com documentos obtidos pela NSC TV, entre os investigados estão um homem de 27 anos, a companheira dele, de 30, o irmão do suspeito, um adolescente de 14 anos, e a mãe dos dois. Eles eram vizinhos de Luciani em um residencial na região do Santinho.
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O homem de 27 anos e a companheira tentaram fugir para o Rio Grande do Sul, mas foram presos na cidade de Gravataí, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na quinta-feira (12).
Também aparece na apuração uma mulher de 47 anos, administradora do residencial. Ela foi presa em flagrante na quinta-feira, após a polícia encontrar pertences da corretora em um dos apartamentos do prédio.
Quem era Luciani?
Família notou desaparecimento da corretora
Luciani era natural de Alegrete, no Rio Grande do Sul, a corretora de imóveis foi vista pela última vez na Praia dos Ingleses, no Norte da capital catarinense, em 4 de março. Ela morava em Florianópolis.
Os familiares perceberam que havia algo estranho com Luciani no dia 6 de março, quando ela não entrou em contato com a mãe para desejar feliz aniversário.
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— Ela nem um momento entrou em contato com a nossa mãe, tava reclusa nos grupos e a minha irmã mandou uma mensagem para ela e começou a ligar porque minha irmã achou estranho. E aí ela mandou a mesma coisa para mim “correria aqui” e mandou uma figurinha, energias positivas. A minha irmã nunca foi de mandar a figurinha e nem aqueles emoji. Ou ela manda um áudio ou ela escreve e manda digitado.
O boletim de ocorrência foi registrado apenas nesta segunda-feira (9), após a família deconfiar de erros gramaticais em mensagens enviadas pelo celular da corretora. Em uma delas, Luciani diz que está bem, mas que estaria sendo perseguida por um ex-namorado.
Como corpo foi encontrado?
Na segunda-feira, 9 de março, um tronco foi encontrado em Major Gercino, na Grande Florianópolis. Dois dias depois, exames de DNA confirmaram que o cadáver era de Luciani. Na segunda-feira (16), pescadores localizaram um saco contendo mãos da vítima.
Como polícia chegou aos suspeitos?
Na quinta-feira, 12 de março, a administradora do residencial foi presa em flagrante por suspeitas de envolvimento no caso. A prisão temporária dela foi homologada pela Justiça pela suposta prática de receptação. Segundo a polícia, diversas compras estavam sendo feitas no CPF de Luciani desde 6 de março.
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As mercadorias seriam entregues em um endereço no norte da Ilha. Os policiais realizaram vigilância no local e avistaram o momento em que um adolescente chegou para retirá-los. Ele, então, teria dito que as mercadorias eram de seu irmão, e que moraria com a família no mesmo bairro que Luciani, local em que posteriormente foi encontrado o carro da mulher desaparecida.
No endereço, a administradora teria indicado o apartamento onde a família moraria. Questionada pela polícia quanto a compras online recentes, uma das testemunhas deixou a entender que haveria uma ligação entre a administradora, os irmãos e o crime, segundo a polícia.
Os policiais ainda descobriram pertences da vítima, como notebook e televisão, além de mercadorias compradas, escondidos em outro apartamento, que estava desocupado e trancado, e estava sob responsabilidade da suspeita.












