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Pichações nazistas em posto de guarda-vidas de Piçarras serão investigadas

Corpo de Bombeiros informou a Polícia Civil sobre o caso para que seja apurada a autoria

08/07/2021 - 19h55

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Talita
Por Talita Catie
Imagens nazistas e frases de ódio aos judeus estão na parede
Imagens nazistas e frases de ódio aos judeus estão na parede
(Foto: )

Um posto de guarda-vidas dos bombeiros de Balneário Piçarras, no Litoral Norte de Santa Catarina, foi alvo de pichações antissemitas. Imagens que circulam na internet mostram os desenhos de suásticas nazistas e frases de ódio contra judeus. Não se sabe quando ocorreu o ato de vandalismo, mas a corporação diz ter tomado conhecimento do caso nesta quinta-feira (8) e acionado a polícia.

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“Judeus inimigos de Cristo” e “Sem violência” são os dizeres ao lado das imagens das suásticas rabiscadas na parede. Também foi estampada uma Estrela de Davi, símbolo do judaísmo, com a mensagem “No caso dos Judeus é com violência”.

No último final de semana havia equipe no posto e as pichações não estavam lá, o que leva a crer que foram feitas a partir de segunda (5), explica o tenente do Corpo de Bombeiros Ramon Phillipy Coelho.

Ele conta ter feito contato com a Polícia Civil para repassar a ocorrência. Por se tratar de dois órgãos de segurança pública, o registro não será via Boletim de Ocorrência e, sim, por ofício no sistema interno do Estado.

O Santa procurou a Polícia Civil para saber se houve a abertura de inquérito, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. Além do dano ao patrimônio público, previsto no artigo 163 do Código Penal, apologia ao nazismo é crime no Brasil, com pena prevista de dois a cinco anos de reclusão e multa.

As pichações serão apagadas do posto de guarda-vidas nesta sexta-feira (9), e uma nova pintura será feita, de acordo com o tenente do Corpo de Bombeiros Ramon Phillipy Coelho. 

Ele conta que os atos de vandalismo são recorrentes nas estruturas usadas pela corporação para resguardar a segurança dos banhistas. O comportamento criminoso causa prejuízo aos cofres públicos.

— É dinheiro que poderia ser usado na compra de equipamentos, mas todo o ano tem de consertar esses estragos — lamenta.

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